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sábado, 5 de dezembro de 2009

Uma questão de princípios.

“Pra que
Te espero de braços abertos
Se você caminha pra nunca chegar
Então vou no fundo
Ameaço ir embora
Você diz que prefere quem sabe ficar

Eu queria tanto
Mudar sua vida
Mas você não sabe se vai ou se fica
Eu tenho coragem
Já to de saída
Você diz que é pouco
E pouco pra mim não é bobagem”*

Sabe qual o pior ponto da indecisão? É a sensação que causa no outro. Se as nossas incertezas se prendessem em nós, seria até mais fácil porque não pensaríamos, ou não precisaríamos pensar, nas conseqüências a outrem que os nossos atos ou escolhas levam.

É por isso que eu defendo o principio do non liquet nos relacionamentos. O principio citado, no Direito, significa que o juiz não tem a opção de não julgar, porque não tem leis, por exemplo. Ele teria que buscar novas fontes, jurisprudências, interpretações, para chegar na solução do caso. Ele tem que chegar nessa resposta.

Imagine que benção um relacionamento com o non liquet atuante. Ela e ele seriam obrigados, ambos, de dar uma resposta para cada conflito que surgisse. Todas as incertezas seriam sanadas, todas as opiniões dadas. Seria mais do que a sinceridade em ação, seria uma exteriorização de tudo o que somos.

Se não soubéssemos da resposta no nosso eu, a gente buscaria jurisprudência na experiência de vida, buscaríamos novas interpretações daquilo que realmente sentimos e, incrivelmente, chegaríamos a uma solução. Teríamos que chegar.

Talvez seja viagem demais da minha cabeça, mas é apenas mais uma tentativa de pedir a harmonia das ações.


*eu não gosto do refrão dessa música, mas esses primeiros versos caíram bem.

domingo, 23 de agosto de 2009

Em resposta à meditação




- Eu entendo porque todos gostam dela e não olham pra mim. Ela é linda, fazer o que...
- Ela é mesmo,mas voce também é.
- Não precisa dizer isso pra me fazer sentir melhor. Sério, eu vou ficar bem.
- Escuta, você é inteligente, divertida, simpática e bonita. Bem mais legal que essas garotas fúteis por aí. Você só precisa de uma chance, de um piscar de olhos, de um olhar mais demorado. Aí pronto, todo mundo concorda: você é linda, e é pelo conjunto da obra.





Escrito pela Vanessa em um de seus monólogos, mas poderia ser conversa nossa.


E mesmo assim, eu queria te perguntar, se você tem ai contigo alguma coisa pra me dar, se tem espaço de sobra no seu coração. Quer levar minha bagagem ou não? [...] E mesmo assim, queria te contar que eu tenho aqui comigo alguma coisa pra te dar. Tem espaço de sobra no meu coração. Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão".
[Tiê - Dois]