segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Um texto estranho, para uma noite mais ainda

Ela assustava tentando encantar. Foi assim desde o dia em que ganhou alguns presentes de uma pessoa mágica. Eram ferramentas para conquistar o mundo, parecia um jogo de war mal contado. Não haviam regras claras, não havia certeza de nada. Havia um jogo, da vida. Haviam peças, meios, e agora, ferramentas. Tudo ali, nas suas mãos.

Só que ela não enxergava assim. Na verdade, ela não enxergava de modo algum. Ela se cegava para a realidade. Vivia num breu completo e angustiante. Paradoxal pra quem teria esses presentes.
Isso despertava reações diversas nas pessoas. Algumas queriam lhe mostrar a força daqueles presentes, outros seus meios de uso mais obscuros. Alguns mais descarados, utilizavam-se deles contra ela. Pessoa de muitas palavras e muita ação. Pessoa de idéias loucas, singelas. Pessoa de atos esquisitos. Era ela.

Um cisne preto nadando no lago. Uma espécime rara diria Darwin. Certa feita, ela resolveu testar os poderes dos presentes. Há muito andava pensando neles e nas suas reais capacidades. Elaborou meios mais esquisitos de se utilizar, pensou em cada detalhe, e, por fim, lançou mão do artifício.

Espantou-se ao ver o resultado. Era mais do que esperava, muito mais talvez. Maravilhou-se. Entrou em estado de observação. Queria medir cada conseqüência, queria calcular mais, ser mais fria. Mas as pessoas a pressionavam. “Faz de novo, você consegue”, viraram rotineiras expressões externas. Muita tensão. Dentro dela, fora dela, nela.

Passou a ser comum ela lançar mão desses presentes. Costumeiramente, as vezes até inconscientemente, ela os usava, agora sem dó ou piedade, agora sem medir alcances, repercussões. Loucura, insanidade.

No fundo ela queria chamar atenção. Ela queria encantar. Ela queria que gostassem dela. Por seu jeito, pensamentos, escritos, gostos, físico. Ela assustava tentando encantar.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Eu aceitaria a vida como ela é

Vou escrever. Um conto, um livro, uma poesia. Vou colocar pra fora tudo isso.

* * *

O despertador tocava, longe. Eu queria dormir mais, sonhar mais. Passar o dia entre lençóis. Mas o dia clamava por mim. Sei lá por que, mas algumas pessoas ainda marcavam a minha presença. Não por mim, me parece, mas para contar. Era assim com a chamada na faculdade ou o ponto na empresa.

Assisti aulas. Quer dizer, estive presente na faculdade. Minha cabeça estava longe ou, talvez, perto demais. Escritos desajeitados, como esse de agora, ficavam marcados em folhas do caderno, juntamente com as frases em francês que eu julgava ninguém saber traduzir. Somados as fotos da contracapa. Esse conjunto me dói. Até hoje. Ou até o dia em que surgirá alguém que será capaz de mudar meus escritos, minhas frases loucas. Um outro personagem para as fotos da contracapa. Um louco, um maluco.

Só que mesmo com tanta dor, com tantas lágrimas sofridas e feridas no meu peito, ainda resta um tanto de exigência. Não é nada fácil, não é um questionário, não são pré-requisitos. É um nome. Com sobrenome e tudo. É desafio, cisma, sentimento (?). É muito coisa minha. Amigos que me perdoem, mas não vou acatar conselhos que me dirão o contrário do que desejo. Só me prometam o colo pra chorar.

Passou (mais) um dia. Me fiz presente numa rotina louca que clama por mais. Me deitei. Será que vou sonhar com você mais uma vez?

domingo, 20 de dezembro de 2009

Ela não é pra você (nem você pra ela)!

"Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida"


Eu te vejo aqui em casa, falando que ela não é a mulher que vai crescer junto contigo. Que ela não é a mulher para te extrair o melhor da vida. Que ela não é a mulher.

E você trai. Você trai de um jeito mais frio do que eu ja traí um dia. Não, justificativa nem dou. Afinal, hoje, encaro como a libertação pra ela. Crescimento e libertação, pra mim. Aquela coerência-final de que eu falo, sabe? Isso. Aquela coisa que as coisas acontecem pelo Cosmos, nem que seja na marra. Mas você trai por puro comodismo de uma relação falida. Falida desde que você contratou com ela por aquele anel de prata, um amor desses, cara, que não vale nem o preço da jóia.

Desculpe a afirmação mas...eu concordo contigo. Ela não é pra você. Infelizmente, ou felizmente, você está em outro nível. Nível que ela não quis acompanhar. Por mais best seller que seja: Casais inteligentes enriquecem juntos mesmo. Eu não estou criticando a cidadã em si. Critico essa inércia que começa a te prender também.

Você está feliz? São só palavras de amigo, não quero contigo me aborrecer!

Me diz se assim está em paz, achando que sofrer é amar demais...

sábado, 19 de dezembro de 2009

"Da tua retina, minha menina. Me diz: como não te amar?"

Sabe, já faz quase uma semana que eu queria chegar e te dizer: "para com isso, você é linda demais! Não merecer sofrer por nada e nem - tão pouco - por alguém!". Você não teve a visão que eu tive do show e no show. Eu vi uma menina radiante, com máquina na mão, curtindo cada música, dançando, aproveitando aquele momento de vida. Eu fiquei feliz e até pensei, no mesmo lugar, olhando pro mesmo ponto: "por que não eu?!". Irônica e concisamente fomos parar exatamente nesse ponto, para tomar um ar condicionado, porque aquele bar está cada vez mais quente. Aquecimento global, dizem.

Fora a digressão. Pulo para o Bis. Nem foi doce, moça. Porque eu vi aquele show todo praticamente te valer de nada, não tocou a "hora da estrela".  Você pouco sabia que a hora e quarenta de show foi toda da tua estrela, o sorriso que mais brilhava naquele local.

Eu até queria que tocasse por dois motivos: a música é boa. Você esperava por ela.

Também é estranho afirmar que esperavas por ela. Você esperava por ele. Você esperava pelo ator da situação que leva à música. Ator que não merece o papel dado. Tem gente muito mais talentosa, aguerrida e dedicada por esses cantos.

Por fim, eu fiquei feliz de não ter tocado. Para não manchar uma noite que foi todinha tua. Você era a mais linda daquele reinado. A banda tocou pra você. A Fernandinha Takai rendeu todas as notas musicais pra tua poesia.

Olhos de estrelas, foi isso que eu vi. E por uma hora e quarenta eu não queria estar em qualquer outro lugar e pensei que, na minha vida, naquela noite, teve um brocardo: NA FRENTE de um bom homem, tem que haver, necessariamente, uma grande mulher.

Você é linda. Da tua retina, minha menina. Me diz: como não te amar? 

Te gosto. Fique sempre bem!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Deixa ser, como será quando a gente se encontrar?

Eles foram jogar um jogo. Ele preparou tudo, limpou a casa, arrumou os móveis, pegou o tabuleiro, escolheu as pecinhas, pegou o dado. Ela chegou. Olhou tudo arrumado. Desconfiou do jogo, do dado, da arrumação. Resistiu. Disse que não jogaria. Foi embora. Mas ficou pensando no tabuleiro, no desafio. Ela voltou atrás e disse que agora queria. Ele disse. Não agora não quero mais. Mas poxa, já ta tudo preparado, ela disse. Pois é. Ela começou a mexer as pecinhas. Sozinha. Ele viu a cena. A vontade explodiu. Começou a jogar. Só que ele tinha armado tudo pra vencer. Como não foi bem ele que começou a jogar, ele não ficou satisfeito em ganhar. Ele quis ganhar de muito. Não deu chance pra ela. Foi deixando-a para trás em cada movimento. Fim do jogo. Ela foi embora cabisbaixa. Ele ficou em casa, pensando estava feliz. Mas...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O que te dói?

Marcas feitas a fogo. Inesquecíveis lembranças. Cicatrizes. Dores pungentes. Apreciadas como pinturas rupestres, com a diferença da certeza do que se passou. Aquilo que não será esquecido, no máximo enganado. E mesmo assim com muito esforço. Dor latente. Nomes gravados em brasa, feito tatuagem. Marcas daquilo que foi bom. Marcas daquilo que simplesmente marcou. Marcas que passarão pelo crivo do tempo. Impreterivelmente. Marcas preferidas. Marcas que doem. Marcas que acalentam. Marcas que afugentam. Marcas da história. Marcas da experiência. Um gosto, um desejo, uma ilusão. Nomes novos. Fogo novo. Coração velho. Marcas tuas. Marcas minhas. Marcas.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Uma noite qualquer de verão

http://agravodeinstrumento.blogspot.com/2009/12/uma-noite-qualquer-de-verao.html


Está dificil postar por aqui. Porém, como prometido, após dia 14 tem coisas legais.


Enquanto isso, divirtam-se com a blogagem coletiva:

Postagem coletiva do amigos:

www.pe-da-cos.blogspot.com Pamela Marques
www.bonequinhadeseda.blogspot.com Maria Fernanda
http://agravodeinstrumento.blogspot.com Andrey Brugger
http://dezessetepoucosanos.blogspot.com Natália Corrêa

sábado, 5 de dezembro de 2009

Uma questão de princípios.

“Pra que
Te espero de braços abertos
Se você caminha pra nunca chegar
Então vou no fundo
Ameaço ir embora
Você diz que prefere quem sabe ficar

Eu queria tanto
Mudar sua vida
Mas você não sabe se vai ou se fica
Eu tenho coragem
Já to de saída
Você diz que é pouco
E pouco pra mim não é bobagem”*

Sabe qual o pior ponto da indecisão? É a sensação que causa no outro. Se as nossas incertezas se prendessem em nós, seria até mais fácil porque não pensaríamos, ou não precisaríamos pensar, nas conseqüências a outrem que os nossos atos ou escolhas levam.

É por isso que eu defendo o principio do non liquet nos relacionamentos. O principio citado, no Direito, significa que o juiz não tem a opção de não julgar, porque não tem leis, por exemplo. Ele teria que buscar novas fontes, jurisprudências, interpretações, para chegar na solução do caso. Ele tem que chegar nessa resposta.

Imagine que benção um relacionamento com o non liquet atuante. Ela e ele seriam obrigados, ambos, de dar uma resposta para cada conflito que surgisse. Todas as incertezas seriam sanadas, todas as opiniões dadas. Seria mais do que a sinceridade em ação, seria uma exteriorização de tudo o que somos.

Se não soubéssemos da resposta no nosso eu, a gente buscaria jurisprudência na experiência de vida, buscaríamos novas interpretações daquilo que realmente sentimos e, incrivelmente, chegaríamos a uma solução. Teríamos que chegar.

Talvez seja viagem demais da minha cabeça, mas é apenas mais uma tentativa de pedir a harmonia das ações.


*eu não gosto do refrão dessa música, mas esses primeiros versos caíram bem.

Do Nilismo..


Nilismo é aquela corrente filósofica em que o Homem acredita que não há "nada além". E se não há nada além, fica sempre aquela vontade-esperança de olhar o que passou.

Daí vem a espera por você na janela ou a descoberta da mania que aquela minha amiga tem de olhar as fotos ulteriores na contra-capa do caderno.

Não adianta, "não é que eu queira reviver nenhum passado, nem revirar os sentimentos revirados", mas é que quando a tempestade se aproxima no alto-mar, a gente quer mais o porto com dois barcos lado a lado.

Desculpas, minha amiga, por ter falado "fim de carreira". Hoje, eu acho que percebo que é mais um 'ainda é possível encontrar algo assim ou melhor, novamente!".

Mea Culpa num dia chuvoso de desculpas e pensamento de O QUE É QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI? Apontar pra fé e remar não tem dado jeito, não com esse cansaço de fim de período, de ano, de saco!

A pergunta é feita, com aquela vã esperança de obter a resposta satisfatória. Sempre tem um motivo, uma luz fraca, quase invisível, que a sensação te traz de volta à busca pelo por vir. Não faz sentido, eu sei. E se nada faz sentido, há muito o que fazer!



ELA - Campo ou bosque ou deserto, qualquer coisa assim, compreende? O importante é que seja ao ar livre. Colabora, imagina. É só um teste.
EU - Um deserto, então.
ELA - Sem nada?
EU - Nada.
ELA - Mas nem uma palmeira?
EU - Nenhuma.
ELA - Um rio, qualquer coisa?
EU - Nada. Só areia.
ELA - E árvores?
EU - Nada.
ELA - Bichos?
EU - Nada.
ELA - Vento?
EU - Nada.
ELA - Água?
EU - Nada.
ELA - E a chave?
EU - Não encontro chave.
ELA - E o muro?
EU - Muro tem.
ELA - E como é o muro?
EU - Antigo, feio, todo descascado, tijolos aparecendo, um pouco de limo, enorme.
ELA - Você sobe?
EU - Tento subir. Várias vezes. Mas caio, arranho os pulsos, sai sangue. Dói muito. Sempre tento subir, sempre caio outra vez. Mas sei que um dia eu consigo.
ELA - E depois?
EU - Depois o quê?
ELA - Depois do muro, o que tem?
EU - Nada.
ELA - Nada?
EU - Absolutamente nada.
ELA - E você o que faz, no nada?
EU - Não sei, me desintegro, acho.
ELA - E não dói?
EU - Não. Não dói.
(silêncio)
ELA - Você já tentou suicídio alguma vez?
EU - Três, por quê?
ELA - O muro que você tenta subir. O muro é a morte.
EU - Ah.
(silêncio)
ELA - Você agora vai-me achar piegas, mas deixa eu perguntar.
EU - Pergunte.
ELA - Você não acredita em amor?
EU - Acho que não. Como é que você sabe?
ELA - Não existe água. A água é o amor.
EU - Ah. Que mais?
ELA - Nada.
EU - Nada?
ELA - É. Nada. Você não acredita em nada. Acha tudo estéril. Vazio. Seco. Um deserto. Nem problemas você tem.
EU - Problemas?
ELA - É. Os bichos.
EU - Ah.
ELA - Nem ideais. Com o perdão da palavra.
EU - Ideais?
ELA - É. As árvores.
EU - E daí?
ELA - Daí, nada.
(silêncio)
EU - Pronto: mergulhou no silêncio ocêanico.
(silêncio)
ELA - Você não passa dum niilista. O diaboé que eu gosto de você paca.

O Caio F. dando a razão, novamente!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Um tempo dos estudos. Para estudar a questão...


Tempo. Será que, mana velha, falta mesmo um tempinho para você correr macia e mansinha? É certo que esse era o momento de ser forte. Afinal, lembra daquela vez que eu fui "preterido" por motivos do coração? Então, o jogo virou. A tua escolha não faz a mínima questão de escolher estar ao seu lado. Contudo, te ver daquele jeito faz o meu coração apertar e aí..vem o que se segue.

O jogo vira. Porém, me falta a mesma coragem da tua escolha. Qual seja a de traçar o paradoxo: não te escolher. Mas eu, bicho bobo que sou e não nego, corro atrás daquilo que tu precisa, negando ao máximo correr atrás de você. Numa frieza traçada pela melhor doutrina ROBSiana, conjugo, para ti, o verbo tentar e não o conseguir. Embora, eu sempre consiga. 

Lógico que temo a consequência mais lógica: acabando a tormenta, você desembarca no porto e vai relaxar. Eu vou consertar o que restou do barco, levar as tuas malas, as minhas e seguirei no meu período de férias.

Talvez eu fique com aquela sensação de: Eu já sabia! Mas, acredito que um dia você também vai saber; saberá que houve alguém, alguém que esteve LÁ por você!

Agora, voltemos ao Direito do Trabalho.

The Magic Numbers – I see you, you see me

[Eu nunca pensei que você queria que eu ficasse
Então eu deixei você com as garotas que vieram com você
Mas, querida, quando eu a vejo, eu me vejo
Eu pensei muitas vezes que você ficaria melhor sozinha]

domingo, 29 de novembro de 2009

"Mas você chegou, já era dia"

Eu nunca fui de desistir. Já afirmei inúmeras vezes o meu gosto por desafios, minhas vontades loucas de transformar as pessoas, de conquistar. Mas sabe, tá cansando... ainda mais quando são duas pessoas que são grandinhas o suficiente para não precisar usar dos artifícios metafóricos. Eu gosto de entrelinhas. Gosto do “hermético” da coisa. Mas tem horas que eu queria tanto a facilidade de ouvir o simples. Enfeitar é legal, é bonito, é uma boa forma de conquista. Mas quando faz sentido. Cada hora é uma coisa. Hora é sim, hora é não, tantas horas o bendito talvez.

Sabe o que acontece numa situação dessas? A gente se apega nos “sim”, nos “talvez”, manda o coração ignorar os “não”, arranja uma desculpa pra eles e a gente sonha. Sonha sim, acordada ou não. Sonha de verdade, sonha falando, sonha sonhando.

A gente conversa com os amigos querendo saber opiniões, querendo ajudas indiretas, querendo simplesmente contar. Nem sempre é isso que a gente encontra. Tudo bem, fazer o que. A gente insiste, pensa, lembra dos momentos bons, lembra de tudo. Mas acaba faltando a certeza no brilho dos olhos.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Prova...


Acabou Direito Comercial mas. Trabalho de Direito Tributário. Trabalho de Direito Penal. Prova de Direito do Trabalho. Trabalho de Direito do Trabalho. Prova de Tributário. Trabalho de Direito Processual Civil. Prova de Direito Processual Civil. Prova de Direito Civil. Prova final de Direito Civil. Prova de Direito Penal.

Provo? Provo sim que te amo!


Enfim, moçada tá foda! Eu e a Tha prometemos que após fim de período a gente traz histórias divertidas, românticas, divertidonas com uma galerinha do barulho em clima de azaração pra vocês!

No mais. Carpe Diem, cuidem-se, Capinem!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Todo carnaval tem seu fim! Mas recomeça...



Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa.
Ou não diga nada, mas chegue mais perto.
Não seja idiota, não deixe isso se perder,
virar poeira, virar nada...

O Pierrot apaixonado, ainda, chora pelo amor da Colombina. Chora menos, agora. Afinal, os anos se passaram. Como tudo passa, inclusive aquele desmanche de mundo. Contudo, romântico que é, Pierrot lembra, relembra, se pergunta por quê não deu certo? Não encontra respostas.

Certamente o não achar a resposta é o que fica da dor. Ele pensa naqueles beijos em poucos carnavais ao longo da vida. Carnavais que são dias daquele período que trazem uma alegria e uma fé enorme para se suportar o resto do ano. Da vida.

Pierrot ainda encontra a irmã da Colombina. A irmã diz que Colombina não consegue se firmar com nenhum homem de bem (nem de mal), aquele velho medo de compromisso, tipico das figuras que acreditam em carnavais (momentos pontuais de beijos na boca, os antigos JF FOLIA da época e choppadas afins), não a deixa encontrar um bem-me-quer. Pierrot fica triste, mas logo pensa: Ela quem jogou tanta vida fora.

Pierrot ainda pensa em Colombina. Encontrou algumas belas mulheres da Corte durante a vida. Esteve com elas por muitas noites. Mas sempre pensava: não confudiremos sexo com convívio social. Não confundiremos boa leitura e boa conversa com amor. Não confundiremos a mulher para a vida com a mulher da vida. 

Pierrot encontra seus amigos para beber na esquina, não para se matar, enfim. Encontra os outros amigos Pierrots que encontraram, muitos deles, suas Colombinas mais evoluídas. Sim, existem as Colombinas que valem a formação do bloco, que transformam a vida em carnaval e que se for preciso, por eles, faz a quarta-feira de cinzas ser o dia da concentração dos blocos, prepara a avenida para eles passarem.


A Colombina daquele primeiro Pierrot? A Colombina também envelheceu. Ela está pelo mundo, conhecendo lugares novos e vivendo outras histórias de amor. Ela também se lembra do beijo do Pierrot. E imagina o que aquele palhaço (no bom sentido vide sua roupa, claro), fez da sua vida. Ela ainda está sambando nos carnavais da vida, mas já pensa na hora em que se preocupará com o que fazer com os outros 361 dias do ano e as consequências para a vida que resta. Já que todo carnaval tem seu fim.

E o Arlequim hein? Ah, o Arlequim não mudou nada. Está lá no meio da fanfarra, soprando uma cornetinha, puxando o trenzinho. Partindo o coração de outras Colombinas, enchendo de raiva outros Pierrots. Ele está esfuziante. Pelo menos até a 4ª Feira de cinzas, quando as luzes serão apagadas, os metais e tambores guardados, os confetes varridos do chão. E aí, mais uma vez, ele será o mais triste dos três.

 Quanto a esse Pierrot, também não quer saber de mal-me-quer. Por isso, tenta olhar para o lado e vê uma boneca de pano. Não tem a pompa da Colombina no salão, mas aquele sorriso doce, aquele ombro amigo, aquela boa companhia, aquela parceria. Não sabe ao certo se pode vir a ser "amor" nos moldes históricos dos sambas e blocos carnavalescos. Mas pode ser a mulher para a vida.

Pierrot e Boneca de Pano do Teatro Mágico da Vida? Ora, por quê não??! Afinal, tem horas que a gente se pergunta: - por quê é que não se junta tudo numa coisa só?



"Deixa ser, o que há de ser vigora" 


sábado, 21 de novembro de 2009

Fragmentos de um artesão

"E eu te daria um coração fora da porra de um copo sem álcool para entorpecer. E pra puta que pariu com tanto medo e tanto isso que me faz balbuciar letrinhas de afeto, frases boas e diálogos sem finais".
Gabriele Fidalgo


Era noite de sexta-feira. O normal seria ir até tua sala, fazer o milésimo convite pro bar pós-faculdade. Você negaria, mas diria que eu estava cheiroso.

Só que ontem, eu resolvi sumir. Ficar dentro de sala. Apesar dos mil assuntos a serem tratados. Melhor assim, acontece que talvez um sumiço leve seja bom para dar um tempo pro descanso da tua retina e para a possibilidade - grande - de eu falar/fazer alguma besteira.

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Calma, moça. Você não é monstro. É dura, às vezes. Contudo, qual pessoa de opinião não o é, por vezes?!

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Claro, você é medrosa. Treme ao menor contato. Ama jogar vida fora, para depois alguém vir escutar teu choro. Olha, aprende: é mais fácil ser triste. Porém, também anote: ninguém aumentará um grama de amor por ti, por ter chorado.

Você precisa saber o que eu sei. Baby, leia na minha camisa: ........I love you.

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Sou pescador de ilusões mesmo. Talho, feito um artesão, a imagem de um rapaz de bem.


não foi necessariamente só pra você.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Antes era o Jobim...

Começou assim: os olhos viram, o coração sentiu, a boca falou, o coração bateu, ela descobriu que se apaixonou. Bem paixonite assim. Aquelas que não tem limites formais ou materiais*. Para ela pouco importava se fosse de dia, se fosse de noite. Se estava longe ou perto. Sã ou inconsciente. Ela apenas o mantinha na mente o tempo todo. O básico de uma adolescente.

Um dia ela descobriu o gosto dele por Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho. Pronto. Mensagens eram com trechos, baixou todas as discografias, escutava o tempo todo apenas para mostrar a coincidência de terem o mesmo gosto musical.

Passou. Evoluiu pra amor? Ela diz que sim. Há quem diga que não. Ela diz que passou mesmo. Há quem diga que está latente. Não importa.

Um dia desses começou assim: os olhos viram, o coração sentiu. Como um alerta, Jobim passou em sua cabeça. Mas não, não era o mesmo... ela só cantarolava: “Ah vai, me diz o que é o sossego que eu te mostro alguém afim de te acompanhar...”


*Sim, eu acabei de ler o livro do Bobbio.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever – Clarice Lispector

Hoje eu sentei e disse que iria escrever sobre tudo. Ah, chega de esmagar sentimentos com subterfúgios variados! Tá. Só que não é fácil. Peguei um livro na estante. Dela. Lispector. Me calei. Não é que meus desejos tenham mudado, talvez, apenas tomaram outra perspectiva. Assino o desejo mudo de contar ao mundo o que se passa.

Vou de conto, crônica, narrativa. Sei lá.

***

Ela não dorme. Mexe, remexe, se vira. Tenta sonhar, tenta relaxar. Fez de tudo, colocou música calma, tomou leite quente. Pensa nele. Pensa nela. Não conclui. Isso a atormenta, paralisa. Divaga. Acha que dorme e acorda. Acha que o tem e desperta. Chora. Ri. Não entende, acha que entende e descobre que está errada. Culpa-o, a culpa. Culpa a culpa. Desnorteia-se. Perde o sentido. Descobre que ama. Reencontra o sentido. Quer dormir, quer tê-lo. Quer. Não consegue. Remói o passado. Constrói um futuro que não vai condizer. Chora de novo. Quer vê-lo secar suas lágrimas com beijos quentes numa noite fria. O coração bate forte. As horas passam. O sentimento não muda. Muda a compreensão que ela mesma faz. Decide abandoná-lo, sente-se fraca. Queda na auto-estima. Pensa bem. Busca aquelas “quase” vezes. Recupera o ego. Acha-se superior. Abandona. Sente falta. Volta atrás. Quer dormir, quer fugir. Meu Deus quanto querer. Pede conselhos ao travesseiro. Pede calor às cobertas. Pede tempo ao despertador e ao coração. Adormece. O dilema continua. Acorda. O dilema mantém-se real. Sai de casa. Encontra o mundo. Por ele é absorvido, e as emoções ficam latentes. É assim que acontece, a rotina consome até a esperança de expressá-las.

domingo, 15 de novembro de 2009

Os 50 anos de carreira eram do Roberto Carlos...

..... mas o danado quis porque quis remontar meus 22!

De trás pra frente, bora lá:

Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque um coração
E o nome dela...

Ai, ele começou a achar engraçado e divertido, resolveu atirar para tudo quanto é lado:


Você foi!
O maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi!
Dos amores que eu tive
O mais complicado
E o mais simples prá mim...

(...)
 Você foi!
O melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu

(...)
Você foi!
A mentira sincera
Brincadeira mais séria
Que me aconteceu
Você foi!
O caso mais antigo
E o amor mais amigo
Que me apareceu...

Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez...

(...)
Você foi!
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos
Que eu pude fazer...


Ele resolve dar uma pausa e eu cantarolo: "quando ela dorme em minha casa, o mundo acorda cantando" do Baleiro, O Roberto Carlos parece que ouve e volta:
"Amanhã, de manhã, vou pedir um café pra nós dois.."

Beleza, eu já estava achando sacanagem, contudo a festa era dele...ele poderia apelar ..e APELOU:

Eu não vou saber me acostumar sem sua mão pra me acalmar
Sem seu olhar pra me entender, sem seu carinho, amor, sem você
Vem me tirar da solidão, fazer feliz meu coração
Já não importa quem errou, o que passou, passou então vem
...

Ok, maravilha...detalhe....

Eu sei que um outro
Deve estar falando
Ao seu ouvido
Palavras de amor
Como eu falei
Mas eu duvido!
Duvido que ele tenha
Tanto amor
E até os erros
Do meu português ruim
E nessa hora você vai
Lembrar de mim..
 
(...)
Pensando ter amor
Nesse momento
Desesperada você
Tenta até o fim
E até nesse momento você vai
Lembrar de mim...

Eu sei que esses detalhes
Vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma
Todo amor em quase nada
Mas "quase"
Também é mais um detalhe
Um grande amor
Não vai morrer assim
Por isso
De vez em quando você vai
Vai lembrar de mim...


O show foi excelente, embora eu preferisse o do Acústico MTV! Contudo, ele é rei mesmo.
A conclusão desses 22 anos, até agora, é: se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu VIVI.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

100 vezes.





Mapearam o genoma, o acaso vai dançar
Sem a senha nem em sonho, impossível disfarçar
Pra quem gosta de nós é um prato cheio
Vela vai veloz vamos sem receio pra quem gosta de nós

(Pra Quem Gosta de Nós - Pouca Vogal)


Para quem gosta de nós, é o CENTÉSIMO POST!
Acho que nada melhor que numa sexta-feira 13, o post 100; como bem lembrou a Tha (meu achado, minha parceira, vida só existe com ela)! E a gente só tem que agradecer, por quem vem, lê e comenta; por quem vem, lê e não comenta; por quem vem, lê e fala nos corredores da faculdade ou no Orkut.
O Ironias vem tratando de temas piegas, mas se não falar de amor não se fala do que move o mundo. A temática provavelmente será essa basicamente e mais algumas pitadas do que ocorre em volta. Embora, a gente prefira levantar a placa do "Eu já sabia!" e falar na mesa do bar, o que acaba sendo blogado lá no Aforismas!
Outro dia, perguntaram-me o motivo de eu escrever, não encontrei melhor resposta do que li em meio aos eucaliptos:


Escrevo por todos que investiram muita vida para esquecer velhos amores.
Pelos que fizeram escolhas erradas, e para os quais o tempo passou, cruel e implacável, varrendo do rosto alguns sorrisos e da alma tantos sonhos.
Por quem já esteve em lugares de vazios tão densos, que os confundiram com o alto inverno.
Escrevo por cada coração entregue a quem nem bem valia um olhar.
Pelos que já acreditaram em palavras voláteis, e tornaram-se, portanto, vulneráveis diante dos amores de mão única.
Para os que já foram surpreendidos por gestos curtos e palavras ríspidas, e só o que queriam era serem ouvidos.

Por todos os emocionalmente desabitados.
Porque no desamparo o ser humano sabe-se só.
E há a perigosa convicção do abandono, que por mais sutil que seja, míngua a vida da gente.

Escrevo porque dentro de mim tenho memórias de cada uma dessas dores, e porque dia desses ouvi que TRISTE é qualquer coisa viva, que (em algum momento) não sente como tal.

Escrevo então pra tentar fazer diferente, pra propor dias melhores, pra abolir esse abandono, aceitar novos caminhos...

Escrevo para urgentemente lhe estender as mãos...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Da esperança que o "ainda" traz

Eu quis dizer e você até quis escutar, mas isso não bastava. Eu quis dormir para sonhar com você, mas isso não bastava.

* * *

Eu deitei te imaginando do meu lado. Me entreguei ao seu abraço, sorri ao ganhar um beijo. Tremia ao sentir seus dedos fazendo carinho dentro do abraço mais perfeito para mim. Eu caibo direitinho nos seus braços, você sabe. Naquele momento eu não precisava de mais nada. Podia gritar mas optei por dizer ao pé do ouvido que eu podia ficar assim pra sempre. Você, então, sorriu pra mim. Sorriu de verdade. Eu podia enxergar cada fraqueza sua pelos seus olhos. Eu podia ver que você também estava feliz. Ali então eu vi que tínhamos um objetivo em comum. E eu pude perceber o quanto eu te queria bem. Então acordei.

Me vi enrolada em edredons frios perto do seu abraço. Levantei e busquei por sinais seus. Um recado, uma mensagem, um bilhete. Não, ainda não. A realidade ainda não condizia com o meu sonho. Ainda.

sábado, 7 de novembro de 2009

Tua flor...

Eu pensei muito antes de escrever isso aqui. Antes de baixar a guarda e deixar a imagem de ‘não to nem aí’ cair. Eu fui para a balada,fui para a praia, comprei e li livros, naveguei muito na internet, escondi o celular na gaveta, joguei o celular na parede.Tudo para não te ligar e não te procurar.
Mas não consegui. Estou aqui de novo.

Eu pensava: será possível que ela não sente nem um pouquinho minha falta?
Ela não sente falta da minha presença, das minhas ligações, da minha voz serena, das palavras calculadas, das frases de efeito, das minhas piadas sem graça, do meu mau humor irônico e do meu bom humor palhaço? Nem um pouquinho, ela não sente um pouquinho que seja da minha falta de bajulação? Daquele tratar bem? Daquele carinho que eu adorava fazer?

Mas aí, mais uma vez, eu lembrei que você tem sua vida. E que eu já não faço tão parte assim.
Lembrei de quando eu te perguntei como eu iria fazer para viver sem você. E você disse: vivendo, vai passar. Simples assim.
De um jeito simples que eu ainda não aprendi.

Eu queria que tivesse sido uma paixão. Aquelas arrebatadoras. Aquela que morre de ciúmes. Aquela que quer só para nós. Mas (não) aquela que morre e apaga rápido. E fica só a lembrança.

Mas, mais uma vez, não. Eu resolvi gostar. Gostar com carinho. Gostar com querer o bem. Gostar com ciúmes, mas capaz de abrir mão. Gostar com a certeza de que, comigo ou não, você será feliz. Gostar com sonhar com suas realizações. Gostar com adorar um sorriso que não é meu.

...

Você foi embora. E ficaram os três pontinhos. Um não sei o que fazer. Um não sei o que escrever. Um não sei o que fazer com os dias que não tem mais você para subir de ônibus, para contar aquele caso da Defensoria, aquela prova tensa ou te tirar as dúvidas da vida, da academia, de tudo.

E eu tô vivendo. Mas vivendo querendo pedir, implorar, ajoelhar: deixa eu te ver, deixa eu te abraçar, deixa eu te fazer carinho, deixa eu falar besteira, deixa eu te ligar, deixa eu tratar você mais um pouquinho bem.

E deixa.. que isso vai passar.
Mas vai deixar o gosto mais doce que eu poderia ter. Talvez para sempre.
O sentimento é forte mesmo.




* tem coisa pra caralho da Daniela Pastoriza. 


Ouvi dizer
Do o teu olhar ao ver a flor
Não sei por que
Achou ser de um outro rapaz
Foi capaz de se entregar
Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim
Mas mesmo assim...

Minha flor serviu pra que você
Achasse alguém
Um outro alguém que me tomou o seu amor
E eu fiz de tudo pra você perceber
Que era eu..
.(A Flor - Los Hermanos)


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Fantástica Fábrica de Utopias




Hoje eu sentei em frente ao espelho para tentar conversar comigo. Há muito me faltava o tempo. Hora era IED, hora era Constitucional. No fim, sempre me pegava viajando pela biblioteca, mergulhada nos pensamentos dos outros e montando o meu juízo deles. Por vezes, me encontrava numa sala cheia, querendo absorver coisas como uma esponja sozinha desejando secar o mar.

Enfim, hoje, parei para pensar em mim. Respirar, aliviar, olhar bem fundo do peito. Deixar o coração falar, afinal, nem estava percebendo que ele continuava batendo. Ouvi. Ouvi coisas agradáveis, desagradáveis. Dei voz aos seus anseios, as dificuldades. Pois dar conselho ao coração dos outros eu faço constantemente sem sequer lembrar de perguntar ao meu como vai. E então olhei pra frente.

Lembrei dos meus olhos, olhei para eles também. Me faltavam dedos nas mãos e nos pés para conseguir contar as estrelas de satisfação que nele brilhavam. Numa sinfonia perfeita, que mesmo se fosse capaz de compor jamais seria capaz de reproduzi-la fielmente, as batidas do coração se somaram aos brilhos das estrelas.
Perguntei a eles o porquê disso tudo e dei uma gargalhada gostosa. Afinal, tudo é diversão na Fantástica Fábrica de Utopias.

E utopias são como o chocolate, vicia.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sonho que se sonha só...


Sol entrando pela janela. Ignoro o latido do nosso cachorro , os processos em cima da nossa mesa do escritório. Eu, membro da AGU, tenho que protocolar aquela ADIN no Supremo Tribunal Federal. Você, Promotora Federal/Procuradora da República, tem que revisar aquele HC que o Supremo te pediu para emitir parecer.
Contudo, mando matarem os primeiros minutos do dia porque quero o teu cheiro na camisa e quanto a "merendeira" da nossa filha (que é linda, uma miss mirim, embora inteligente haha e super simpática, com um sorriso largo com falta de dentes, com o aditivo dos olhos de estrelas) e seu café, deixa que eu arrumo.
Não me lembro como vim parar aqui, são 6 da manhã e eu te vejo dormir sorrindo.




Eu, ontem, tive um sonho
Há muito não sonhava
Lembranças de um futuro
que a gente imaginava...
( Humberto Gessinger)


sábado, 31 de outubro de 2009

Vambora ou A troca do Absurdo

Hoje eu estava no estacionamento do Direito e fiquei seguindo as plaquinhas de saída e vi que é isso que faço melhor do que ninguém. São tantas as coisas que eu queria te falar e contar. E eu sigo fantasiando que você entende tudo e melhor que todo mundo, talvez daí venha a minha naturalidade em ser "prolixo" e não ligar tanto pra isso; afinal não é pose, não é positivismo. E isso, seguir as placas, fantasiar, acaba comigo mas, ao mesmo tempo, me tira um pouco da chatice burra e apática de sempre (ainda acho que você é diferente, não vai seguir a linha de quem se ofende com a diferença do trato, com a especialidade das idéias contramajoritárias). E então, me vem a ideia de realmente te contar as coisas. E por isso escrevo. Porque se você entra aqui pra ler é você que, com todo o meu "amor" que você nem imagina, consegue sentir como sendo seu. E então é mesmo essa coisa maluca de eu me livrar do que eu nem sei se sinto pra você, sem nem saber se sente, sentir o que já estava aí esse tempo todo. A troca do absurdo. Nisso trocamos. O absurdo.

Dizem que o absurdo é dividir por zero. E nós que tinhamos tudo para dividir a vida por dois, agora dividimos por zero. Entende o absurdo? É muita vida jogada fora.

Hoje eu perguntei a um amigo se ele era feliz, mesmo sem estar, com a cidadã que ele ama. E ele disse: eu era muito feliz com ela. E muito triste. Sem ela eu não sou nem uma coisa e nem outra. Eu sorri e disse pra ele: eu prefiro a vida assim. Ele disse, me conhecendo tão bem: prefere mesmo? Eu disse, comendo um pão de queijo, lá na nossa cantina, onde você me encantou tanto nas nossas conversas no intervalo: não, não prefiro, mas pelo menos, assim, eu consigo estar aqui com você pesando mais de cinquenta e oito quilos.

Aí, eu paro aqui e me pergunto por que raios eu escrevo essas coisas? A resposta talvez seja num desabafo que não consigo ter com ninguém. Apenas com os três blogs que eu tenho. Afinal, eles entendem tudo e, por serem muito meus, acredito que eles entendem o que eu digo/escrevo. Chegamos, mais uma vez, ao absurdo!

Começa a tocar Every Breath You Take. Every single day/Every word you say/Every game you play/Every night you stay/I'll be watching you...Bobeira é não viver a realidade, lembrei do Frejat*. Então, coloco um Korn pra tocar another brick in the wall. Com Guitarra, Baixo, Bateria, e aquele gritaria toda. We don´t need no education, e foda-se mesmo as palavras prolixas, se eu tivesse dito pra você que eu só tentava me fazer de inteligente pra te conquistar, faria algum efeito? Acho que foda-se o 'se". Assim como no futebol, na vida o 'se" também não ganha jogo.

Deixar o Destino agir, então? Deixa Estar.

Lembra que eu te falei naquela carta dos 15 em 15 dias, ou então um-em-trezentos. Puts, tem gente que anda aceitando doze em doze, a Tati Bernardi. Ela que me deu "inspiração" para eu escrever isso ai. É ela quem inspira o término também. Você pode, a cada doze dias, ler um texto, a língua, brincar do não abismo (lembrei do Cartola), qualquer coisa, só ler, continuar assim, só ler, não me esquece, por favor [E quando eu estiver morto, peço que não me mate não dentro de ti, dentro de ti]. Eu nunca vou esquecer você. Eu não soube o que fazer com você, mas sei o que fazer com o não você. Isso eu sei fazer e faço bem. Lembrar que era terrível e incrível. Terrível, meu amor, como poucas (ou nenhuma) coisas foram. Mas absolutamente incrível.

* Você tem meia-hora pra entrar na minha vida.
Vem VAMBORA,
que o que você demora
é o que o tempo leva...
Ainda tem o seu perfume pela casa...

[Frejat cantando 'Vambora", pqp!]

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

1o dia do fim da nossa vida...

"Têm dias que tudo que eu mais queria é ter o que já tenho- aí fica bem mais fácil! Têm também aqueles dias que são só dias e que não há qualquer opinião pra se formar sobre eles... têm vidas que se parecem muito com esses dias."

E desses dias, eu vou querer distância a partir desse momento-agora. Dessas vidas, principalmente.
Acho que as melhores idéias do mundo são a de fazer aniversário e a da "virada do ano". Porque mesmo você sabendo que o ato é contínuo, tem-se aquela sensação de 'vamos zerar e recomeçar tudo de novo".

A confirmação de que a direção é essa veio com post da Tha, depoimentos dos amigos e amigas, scraps, abraços na faculdade, telefonemas e demais manifestações.

Aqui, fica o muito obrigado. E a oração para que o caminho, apesar de dificil e tortuoso, seja seguido. Porque nada de fazer como todo mundo faz, embora seja mais fácil aturar a tristeza generalizada que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.


Adeus você,
Eu, hoje, vou pro lado de lá.
Eu tô levando tudo de mim,
que é pra não ter razão pra voltar.
Vê se te alimenta e não pensa que eu fui por não te amar.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Feliz aniversário!

Querido colega de curso, companheiro de bar, amigo de vida, conselheiro amoroso, conselheiro familiar. Que bom poder te parabenizar por mais um aniversário! Não sabe a alegria que me encontro ao me ver diante de tal situação. Sabe, é que por algumas vezes, nas visitas aos baixos da nossa fortíssima amizade, eu pensei que não chegaria a te desejar um feliz aniversário de novo. E sei que você pensou o mesmo. Bom, de qualquer forma, olha onde estamos!

É então repleta de orgulho por essa pessoa que você sempre foi e descobriu agora, que eu venho publicamente em nome daqueles que prezam por uma boa amizade, que gostam da sinceridade e ironias concisas e herméticas, desejar a você tudo de melhor que há no mundo. Muitas felicidades, amores, saúde, beijos, abraços, carinhos, felicidade, realizações. Isso tudo que você deseja.

Dizem que 22 é o numero dos loucos. Então te desejo também muita loucura, insanidade. Porque isso também faz parte de uma fatia muito agradável da vida. Não vou desejar juízo, pois acho que o que você já tem já basta para SOBREviver. Que você curta demais, aproveite demais. Nada melhor do que isso.

Do fundo do coração da amiga que você tem aqui, te desejo o melhor!
Parabéns Dedey, que venha muita coisa boa desse andrey22. E eu tenho certeza que virá!


Amo você!


Um brinde, de rum com coca.
“Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência, da sua fé.” – George Sand

domingo, 25 de outubro de 2009

Metade...dobro...

"Eu sou um poema inacabado que ninguém nunca leu. Eu sou a paisagem daquele quadro que o pintor não terminou. Eu sou uma tarde quente de verão em que não choveu. Eu sou Aquele rio que secou Antes de alcançar o mar. Eu sou aquele sonho bonito que ninguém realizou. Eu sou a escultura quase perfeita que caiu da mão e quebrou. Eu sou aquela paixão gostosa que por medo, alguém sufocou. Eu sou o amor que alguém esperava mas nunca chegou. Eu sou metade do que eu desejava ser... o dobro do que eu nunca esperei..."

(Clarice Lispector)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Senta aqui (com antecedência de 7 dias)

Brugger, você que está ai a toa, tomando sua cerveja: Vá chamar o Andrey e o Dedey...!

Isso, senta todo mundo bonitinho ai, que eu quero falar pra vocês, agora. Sentem aqui, que hoje eu quero falar...Gente, falta uma semana para eu chegar e quero ver a CASA BONITINHA, hein?

Sério, Andrey. Pára com a Ironia, não a Concisa e Hermética (que aliás, é muito boa), estou dizendo da diária. Eu sei que você anda cansado por ter que dar conta de 9 matérias, mais defensoria pública, coração que o Dedey sempre avacalha, e ainda ser amigo,irmão, tio, neto, filho. Brugger, vamos tentar continuar nessa coisa bonita de ser amigo, de brincar com a galera, de dar conselhos e tal, contudo..promete pra mim? Promete que você, quando eu chegar, somente se doará para quem entrar em campo contigo?! Para quem tomar tuas dores e te dar o mundo? Seríssimo isso, você anda facilitando a vida de tanta gente...e você? Quem anda te facilitando a vida? Pelo que ando vendo, só a galerinha marota do aforismas e olhe lá!

Dedey, pára de rir, jovem! Olha pra cá...eu sei que ela acabou de entrar no MSN, mas olha pra cá...Por tua causa o Andrey anda estudando à noite, para ler IED de manhã, jovem! Eu sei, é muito legal..ele não reclama disso, você sabe..a Tha bem que disse sobre ele, isso..aquela piada da coleira..isso mesmo! PÁRA DE RIR...haoaihaia..Eu sei que é engraçado, tragicômico!

Vamos nos reunir, constar em ata, no cosmos ou em que vocês quiserem: Aquele garoto que iria mudar o mundo tem que ser o HOMEM que vai ajudar a mudar o mundo. Vamos continuar lutando pela ideologia mesmo. Mesmo que ninguém acredite, mesmo que não vejamos essa sociedade que a gente imagina, a Sociedade de Escolhas, vamos em frente, gente! Tentemos, ainda, amar consciente, nada de estripulias, nada de ficar "preocupado" demais com planos megalomanos de amor-perfeito-para-sempre, sejamos realistas, dia-a-dia, um dia em 300 e por ai vai (Puts! Forcei com vocês três agora, né?!). Tentemos manter o nosso IRA no Direito em 80, senhores! Tentemos fazer do Direito aquilo que a gente acredita. NÃO DECOREMOS nada!

Além disso, dar ainda mais valor à família. Vocês viram que maravilha foi viajar com parte da galerinha pra CF?! Pois é...
Gente, também tem um conselho...acreditar na Vanessa da Mata quando ela diz que há tantas pessoas especiais e, principalmente, acreditar que bom encontro é de dois.

Virão dores, mas estarei com vocês. Virão alegrias, e eu ficarei mais feliz ainda. Viver é isso, ficar alegre na hora da alegria e ser ainda mais forte e alegre para aguentar a tristeza. O Riobaldo disse, moçada, é preciso sofrer depois de ter sofrido e amar e mais amar depois de se ter amado.

Que seja doce, Senhores! Semana que vem, tô chegando!

Abraço de quem anseia pelo encontro,

Amor,

Andrey-com-22-anos!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Além da Casca*

* Veio esse primor de texto lá da Marina, no http://meninadesorte.blogspot.com/

** Comentem no texto anterior nesse mesmo bat-blog, da Tha. LINDO DEMAIS! Só tirei do "topo", porque esse da marina me tirou do mundo.

"Sempre disseram que sou bonita.
Com uma frequência maior ou menor dependendo do meu peso, que desde bebê oscila muito.
Claro que tem gente que me acha feia e em certos dias eu assino em baixo, embora a opinião alheia nunca tenha feito muito diferença nesse quesito.
Cresci moleque. Um moleque feliz, que coleciona cicatrizes nos joelhos e cotovelos. Que tem marcas de arranhões e muita coisa boa pra contar.
Só que eu cresci.
Lembro claramente de que, quando era menina e as pessoas diziam que eu era linda, queria que elas dissessem que eu era inteligente, esperta... essas coisas. Nunca quis ganhar nada através da beleza.
Vai ver seja por isso que sempre fui um tanto relaxada com a aparência.
Nunca liguei para aparentar. Sempre quis ser.
E sempre fui.
Amigona, inteligente, divertida, bom papo, leal. Nunca me senti perdendo nada por não ter medidas de "Miss". Sempre consegui trabalhar com o que queria, sempre fiz bons amigos, namorei o quanto quis.
Sempre consegui, na garra, no papo, no esforço, o que queria.
Só comecei a me ligar nessa coisa de beleza quando fui fazer teatro.
Era necessário. E chato.
Mas se era pelo teatro valia a pena.
E ai sim, eu adorava estar linda.
Mas o tempo passou, as necessidades da vida me afastaram dos palcos, vivi outras coisas, engordei.
Muito.
E descobri que mesmo algumas pessoas que você acha que te amam pelo que você é, não pela sua aparência, que você acha que gostam da essência, da pessoa, podem ser vazias a ponto de só enxergar o exterior, aquela harmonia entra a medida do busto, da cintura e do quadril e o tamanho das suas bochechas.
Mas que uma decepção ou mesmo um incentivo para mudar, coisas assim me fazem pensar se nessa vida existem pessoas que merecem de verdade seus sentimentos.
Claro que temos excessões. Tipo aqueles amigos que te dizem que você pra eles é homem. Isso é deverás libertador. Mas no geral, perde-se muito da fé nas pessoas e, embora seja vazio a beça dizer isso, começo a admirar as mulheres que usam a beleza e o corpo para manipular os outros.
Tem gente que merece isso.
Merece mesmo.
Termino esse desabafo pedindo desculpas a quem está acostumado a ler coisas, no mínimo, poéticas aqui e dizendo que embora as vezes não seja tão fácil, aparência a gente sempre pode transformar, mas que essência ninguém muda.
Mantenho a minha cristalina e bonita, bonita não, linda, como sempre foi!
E lamento muita coisa por quem não sabe enxergar isso no outro e por isso perde e vai perder sempre pessoas que podem fazer toda a diferença na vida deles".

Aos cuidados do Cupido

Senhor Cupido,

Nós estamos com um problema de relacionamento… Não sei se o senhor percebeu...
O problema foi que o senhor levou a sério demais quando eu cantava para o senhor, a plenos pulmões, deixar meu coração em paz, alegando que já não podia amar, e exemplificando que eu amei há muito tempo atrás e já cansei de tanto soluçar.
Isso só aconteceu por dar meu coração a um belo rapaz, que prometeu me amar e me fazer feliz, porém ele me passou pra trás, meu beijo recusou e meu amor não quis. Acredita?
Cheguei ao ponto de te acusar de que a flecha do amor só trás angustia e a dor! E acabei por dizer o que talvez não devesse. Disse que meu coração já não queria saber de mais uma paixão. Mas sabe, foi tudo culpa do momento.
Foi uma raivinha momentânea, eu não quis mesmo te ofender... De verdade. É que me doeu muito na hora e acabei descontando no senhor... Afinal, foi uma errada feia na pontaria, né?
Se bem que não foi tão feia assim se pensar em todos os benefícios... Mas, bem, o que importa é que depois desse episódio eu estou sentindo certo desleixo da sua parte comigo. Tudo bem que o senhor esteja chateado, mas não acha que eu já paguei o bastante?
É, o senhor entendeu certo. Estou te pedindo desculpas pelas ofensas e querendo, assim, despretensiosamente, a sua ajudinha... Meu coração aceita, sim, uma nova paixão.
Eu sei que o senhor vai me perdoar, pois o senhor é um amor!

Beijos carinhosos!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Um mês correndo à frente do Sol* (por mais que sinta que estou sempre atrasado)




Cheguei a tempo de te ver acordar

Eu vim correndo à frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira

Hoje acordei com você na cabeça. Pensei em seu sorriso lindo e mentalmente te mandei um beijo. Recebeu?

Pensei no tempo e era tempo demais


Acho mágica esta palavra: sincronicidade.


Você olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça


Em português mais claro, nada mais é do que estar no lugar certo no momento certo. E você chegou. Na hora exata. No dia exato. Apareceu com seu abraço quente, seu corpo em equilíbrio, sua mente me desafiando a ser. Olhei no calendário de papel em cima da mesa. Nada estava marcado. Mas você sabia. Depois de tanto desencontro, era aquele o nosso dia. O mundo sabia. Deus, Chico Xavier, ou o Destino sabiam.

Eu simplesmente não consigo parar
Lá fora o dia já clareou
Mas se você quiser transformar
O ribeirão em braço de mar

Você vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coração
Bater mais forte só por você

A galáxia inteira conspirava: vá! E fomos... entendemos nossos mundos. Eu, brincando com a magia da vida. Você, transformando a realidade em realização plena. Palmas para a surpresa! Acordei e você estava do meu lado. E eu achei lindo. Você e suas histórias de mil mundos. Sua curiosidade que não acaba mais. Seu cheiro, seu carinho, um olhar que tudo sabe e tudo quer, tua ideologia que te faz amanhecer mais forte e ser um tanto bem maior.

O mundo lá sempre a rodar,

E em cima dele tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor,
Estrada de fazer o sonho acontecer

------- Um mês. " Eu que não amo você envelheci 10 anos ou mais, nesse último mês".

* A Clarrisa Guerra me dava a razão.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Uni-duni-tê




É, eu sei que já está chegando a hora de eu te ver me procurando, não para trocar sorrisos, não mais para trocar segredos. Você vai vim, como sempre, com uma dose extra de charme, meia dúzia de palavras certas e um desejo. E eu vou topar não porque seja uma idiota*, mas porque simplesmente não consigo não me entregar a você. Falta em mim força de palavra, força da razão. Na teoria “blogueriana” é bem fácil. Venho aqui, escrevo algumas palavras que não fazem sentido algum na verdade, engano aqueles que vem em busca de fofocas e me mostro uma decidida. Mas naquela nossa conversa a dois, naqueles seus versos ditos pausadamente, naquele momento. Esqueço de toda essa teoria frívola, certa, e me entrego. Com um laço de fita, se for preciso. E você? Ah, bem... você vai esconder, me querer no escuro*. E eu já nem me chateio mais... Aprendi a gostar desse esconde-esconde, desse pega-pega. Afinal, melhor é ser criança, ingênua, pura e sincera.

*“Mas aí, daqui uns dias... você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo.” – Tati Bernadi

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Criança...

"Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco? Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco! ....E pinta o estandarte de azul, e põe suas estrelas no azul. Para quê mudar?! Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz!"

Dia de Nossa Senhora Aparecida, Dia das Crianças.
Acho que agora é agradecimento por tudo o que cabe. Pela boa fase de pessoas que me cercam, família, AMIGOS que tem dado A força. Agradecimento por estar clareando o que espero do Direito.
Agradecimento pela maturidade que, enfim, veio.
Final de semana (feriadão) veio com o jeito de bom samba. Boa letra com frases de efeito, com risos de Falcão, iguim, Schettini, Tha e Andyara dando o tom da melodia.

Post rápido e sem muita coisa a ser rebuscada. Vai ver a "simplicidade" é o tom do melhor que há por vir.

Obrigado, mesmo, por me deixarem brincar de ser feliz!

sábado, 10 de outubro de 2009

Parecia teatro, mágico!





'Já faz uma semana que eu guardo na lembrança..", pois é, tudo começou na sexta-feira, dia 02 de outubro.

09:00 - Cortar cabelo, estudar, dizer pra ela dormir aqui em casa, apresentar bons motivos.

12:00 - Preparar material pra aula de filosofia do Direito, Civil V, ir pro Estágio.

17:00 - Sair da Defensoria Pública. Ir ao ponto para encontrá-la, confirmar que ela dormiria aqui em casa no dia seguinte.

Fim da sexta-feira, e conversas no msn e posts no Agravo, dizendo que eu estava numa expectativa do caramba pelo sábado. Afinal, seria o dia que a garota que eu estou muito afim iria conhecer o meu mundo, por assim dizer. Minha casa. Meu Quarto. Meus cantos (Diretoria e Cultural Bar). Minha mãe. Duas das minhas irmãs. Alguns dos Meus melhores amigos. E me acompanhar na minha banda preferida, tocando num dos meus cantos preferidos. Enfim, abriria meu mundo mesmo. Ela conheceria de uma só vez o "Andrey, o Brugger, o Dedey".

Sábado, 03 de outubro de 2009, cedo. Amanheço às 10h, ligo pra ela e confirmo tudo. Tudo está certo. Fico sabendo que junto a ela, vem a Melhor amiga dela. Peço autorização extra para a dona Elza. Ela concede.

18: 00 - confirmo com a Ela, Guilherme Schettini e Isa o barzinho pra concentrar. Gui, Iguim e minhas irmãs Elzimar e Lilia iriam subir de carro. Tudo marcado para começar às 22h.

20h30: começo a me arrumar. Qual camisa? Qual perfume? Gel ou não? (Caralho, quanta preocupação. Sendo que o combinado era "muita calma"). Camisa polo preta, Calça jeans, Gelzinho de leve. Perfeito.

21h15: sair de casa.
Meio do caminho: Isa avisa que irá com Luana e Thais. Logo, talvez não fosse pra concentração. Vivi avisa que está atrasada. Schettini, eu já presumia. Chego no alto dos passos 22h.
Os cidadãos chegam todos juntos às 23h. ¬¬. Schettini com aquele sorrisão, a amiga naquela calma característica e ELA...linda²! Chance de brigar = ZERO!

23h as 23h40. Diretoria. Pastel pra mim, Cerveja para mim e Schettini, Coca-cola e canjiquinha 0o para as moças.

00h10. Entrada no Cultural, após subirmos de taxi. Casa cheia. Show da Maira Cageste abrindo a noite. Encontro Tiago e família La Gatta.

00h40. Família Brugger adentra o Cultural.

Tomo minhas 2 caipirinhas.

Tudo pronto, tudo perfeito. Showzasso!!!! Anitelli entra GRITANDO: " A poesia prevalece!". Abaçaiado ( ' das lembranças que eu trago, meu perdão e meu rancor"). Zaluzejo, Pratododia*, Sina Nossa, Camarada D´Água**, Ana E o Mar***, Anjo mais Velho**** ,enfim, praticamente todas as músicas que tocam no meu som e me lembram algo. A banda perfeita. A performance da Gabi Veiga no trapézio, maravilhosa.

O meu Canto com os cantos da platéia e os encantos dela.
Genial, perfeito. Era o que eu repetia para mim mesmo.

Gui e Iguim foram embora mais cedo com minhas irmãs! =/
Eu amei o Iguim lá com a gente, 13 anos e um show de bola o muleque. Gui nem se fala, Falcão sempre dando show em tudo quanto é lugar.

Pra fechar, Cerveja com Schettini e Sambavesso no palco.

Vinda para casa. Táxi. Deixamos Schettini em casa, são (?????) e salvo. Bora pra minha casa. Entrar, ela conhece os cachorros, adentra a casa. Mamãe já em casa, com café pronto e pão caseiro quentinho. Dormir. Acordar. Ela e minha mãe falando de tudo e mais um pouco. Perfeição à vista?!

O resumo desse interstício já está no Agravo, transcrevo aqui:
"Ela sopra trechinhos de um coração temporal e se ocupa na preocupação com futuro e neuroses sentimentais. Ele sofre horrores, mas continua do bem, sempre inventando histórias com final feliz. Hoje, ele amanheceu com ela nos braços, achando que era sonho. Porque após dormirem abraçados, sonhou com ela. Ele acordou e a viu dormindo linda, respirando tranquilidade. Ele dormiu com sorriso aberto, com respiração nela, com uma satisfação de noite perfeita. Ela acordou princesa. Ele acordou cantando, assim como o mundo. Quando ela dorme na casa dele, o mundo acorda cantando, ele lembrou. A cena, ele não imaginaria tão perfeita. Entre tanto amor, entretanto a dúvida; era a música. A recepção e o café feitos pela mãe dele, surpreendentes. Satisfação dele. Alegria dela. Vida que segue para ambos. Do jeito deles. Deles. Eles.".

* " Como arroz e feijão é feita de grão em grão nossa felicidade. Como arroz e feijão, a perfeita combinação, soma de duas metades. Como feijão e arroz, que só se encontram depois de abandonar a embalagem. Mas como entender que os dois, por serem feijão e arroz, se encontram só de passagem?! Me jogo na panela, "pranela" eu me perder, me sirvo à vontade, que vontade de te ver!!!"
** Pro Gui, Gui Schettini e Iguim: " Camarada, viva a vida mais leve. Não deixe que ela escorregue, que te cause mais dor. Caixa D´Água guarda a água do dia, não cabe tua alegria, não basta pro teu calor. VIVA A TUA MANEIRA, NÃO PERCA A ESTRIBEIRA, SAIBA DO TEU VALOR. E amanheça brilhando mais forte!! que a estrela do norte que a noite entregou. Camarada D´Água fique peixe de manhã, de madrugada. Fique seja a hora que for!!! ... COMO PODEREI VIVER? COMO PODEREI VIVER SEM A TUA, SEM A TUA, SEM A TUA COMPANHIA????"
*** Tive que passar pela avenida Paulista. Mas passagem boa: " Ana e O Mar, Mar(i)Ana, histórias que nos contam na cama, antes da gente dormir..."
**** Pra ela que fez valer meu show e esse último mês: " Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você. Só enquanto eu respirar".

Foi como eu tinha imaginado. Melhor, talvez. E PERFEITO. Dormi com teu cheiro impregnado na camisa e no pensamento.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Hoje, quem fala é o Caio F.

Quanto ao fim de semana, crônica saindo do forno para o próximo post.
Hoje, quem vai se manifestar é o Caio Fernando Abreu.




"
(Silêncio)


-Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
-Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
-Vou te escrever carta e não te mandar.
-Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
-Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
-Vou ver Saturno e me lembrar de você.
-Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
-O tempo não existe.
-O tempo existe, sim, e devora.
-Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
-Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
-E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.

(Silêncio)"

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Das coisas que eu queria ouvir

Naquele dia-a-dia, chegou o dia. Eu abri a porta de casa, carregando meus cadernos, bolsas e as contas a pagar. Quase que visito o chão ao passar despercebida pelo pedaço de papel amarelo, canto de catálogo telefônico, que estava por ali. Era um bilhete do porteiro. Pensei que já seria mais problema, reunião ou pagamentos. Me dei prioridade. Coloquei o papel de lado, tirei os saltos. Fui à cozinha, ao quarto. Me sentei para cumprir atividades. Olhei o papel. Li. Mas o que será que o porteiro estava guardando para mim? Desci. Lá estava ele. Como entrei pela garagem nem o vi. Eis que de trás do balcão surge, inesperadamente, um buquê de rosas. Aquela malicia adulta perpassa seu rosto. Agradeço. Volto estonteada. Surge a idéia de procurar por um cartão. Então eu acho. É seu, meu amor. Aqueles escritos, em aramaico quase, que eu aprendi a decifrar na escola enquanto rabiscava “te amo(s)” pelo seu caderno. Aquele que me escreveu “te amo(s)” também. Pena que não escreve mais. Ou não escrevia. Era simples, você tinha lembrado, talvez um pouco tardiamente, que eu gostava de rosas e resolveu me mandar. Eu engoli. Não consigo enxergar maldade, até hoje, no nosso relacionamento juvenil. Já era noite. Resolvi deitar. Não segui as regras de etiqueta, não corri para o telefone. Deus, quem diria! Dormi e sonhei com você, meu bem, que graça! Há muito já havia me esquecido de te visitar em sonhos. Como foi bom reconhecer a ternura de seu abraço, seu olhar brilhante, seu sorriso iluminado. Deitamos para rever um dos vários filmes que assistimos juntos, abraçados, quando ainda éramos mais nossos. Acordei. Não, a nossa música já não é mais o meu despertador. Mas mesmo assim, acordei pensando em você. Olhei para as flores então na água. Já não tinha mais a mesma cor da noite passada. A flor, como o amor, desbota pouco a pouco. Apesar de sempre deixar sementes potencialmente capazes de se fazer reviver. Tomei meu café. Tomei meu banho, me arrumei. Juntei as coisas apressadas e quase me esqueço do celular. E da agenda! Ah a agenda! Seu telefone já se confundiu aos montes de números que tomaram prioridade. Ainda será o mesmo? Olhei o cartão, não havia telefone. Decidi tentar por aquele antigo, mas quando passasse pelo caótico trânsito. Cheguei no escritório, distribui “bom dia(s)”, e me sentei. Me envolvi em trabalhos, em estudos. Seu cartão caiu do meu colo. Me lembrei do sonho, da realidade perdida. Busquei voltar ao trabalho mas, por Deus, que lástima! Não agüentei. Te liguei naquele número. Chamou! Você me atendeu. Céus, sua voz me arrepiou e recuperou lembranças de uma pessoa que eu nem lembrava ter sido. Claro, almoçar dentro de duas horas. Em um restaurante que eu não me lembrava de ter ido com você. Cheguei, atrasada. Afinal, tem coisas que nunca mudam, como você mesmo disse. Olhei seu rosto, enquanto você olhava o meu. Tanta coisa tinha se passado e eu ainda encontrava seus detalhes, tão bem guardados e agora tão vivos, nas curvas de seu rosto. Seus olhos brilhavam daquele modo que eu conhecia. Ri, nervosa. Conversamos. Meu coração palpitava, minha cabeça se recusava a acreditar e meu corpo desejava o seu ardentemente. Continuava com aquele sorriso bobo, que você sempre soube colocar no meu rosto. Almoçamos. A rotina nos clamava. Combinamos um jantar, mais tarde em seu apartamento. Lembrava até do gosto diferente que a água tomava quando me dada por você. Esqueci das tarefas de casa. Pensava somente em te encontrar novamente. Cheguei, você estava tão lindo. Seu charme, que sempre fora tão angelical, me domou de um jeito intenso. Mas tomei cuidado. Amigavelmente, conversamos, jantamos e falamos de tudo que nos vinha à cabeça. Que coisa é a vida. Antes sabia tantos detalhes de você, e agora num ritmo descontrolado, perguntava de cada parente que quase me falhava a memória. Passamos um bom tempo. Resolvi voltar, estava tarde. Você me pediu pra ficar, mas disse ser em vão. Te queria, te quero. Você me beijou. Não era o mesmo beijo que eu me lembrava, mas ainda tinha a mesma magia de antes. Cedi. Quis saber seus limites comigo. Nenhum. Como tinha eu desejado isso! Éramos nós, éramos dois, éramos um. Era este o momento. Você percebera que era eu. Era eu quem seu coração sempre clamou, sempre implorou, sempre desejou. E quem você sempre negou. Rimos da situação. Chegava a ser estranho, mas se sentia certo. Para surpresa de muitos que se perderam pela vida, juntamos, vivemos. Gastou-se tempo. Mas eu te convenci com retórica fraca, juvenil. Você então me disse que me amava, que me queria, que era eu e mais ninguém. Nas nossas brigas, te dizia que quando você voltasse atrás seria tarde. Mas não foi.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Da força maior do "Basta"!

"Assim: deixa a vida te lavrar a alma, antes, então a gente conversa. Deixa você passar dos trinta, trinta e cinco, ir chegando nos quarenta e não casar e nem ter esses monstros que eles chamam de filhos, casa própria nem porra nenhuma. Acordar no meio da tarde, de ressaca, olhar sua cara arrebentada no espelho. Sozinho em casa, sozinho na cidade, sozinho no mundo. Vai doer tanto, menino. Ai como eu queria tanto agora ter uma alma portuguesa para te aconchegar ao meu seio e te poupar essas futuras dores dilaceradas. Como queria tanto saber poder te avisar: vai pelo caminho da esquerda, boy, que pelo da direita tem lobo mau e solidão medonha." ( Caio Fernando Abreu).


Pois é, garota. Sei que dei o "basta". Na verdade, você até sorriu, porque com certeza não suportaria ter um cidadão chato "atrás de você". Engano, digo porquê.

Você me conhece há tão pouco tempo, o que te contaram tem mais horas e dias. Eu não sou mais aquele garoto que acredita em amor-eterno-senão-me-mato-amém! Sério, eu acho que estou próximo de quem eu gostaria de ser aos 22. Te juro também que acredito fielmente naquela de que o problema não sou eu. O problema talvez seja a sua falta de coragem de ser feliz. É mais fácil realmente escolher sofrer. "Se a sorte lhe sorriu, por quê não sorrir de volta?".

Pretensão? Não. Simplesmente acho que pela conjectura que se apresenta, você quem perde. Eu posso ser, hoje, equilíbrio para você, garota. Eu posso ser referência e tenho um monte de frases feitas para te dar subterfúgios na hora da crise.


Acredito que você é rara. Não é como esses cidadãos e cidadãs que abusam da própria mazela sentimental, pelo menos não deveria. Você não é dessas que a futilidade se encarrega de maestrar. Essa tua maquiagem é só máscara para a insegurança que você traz. Não seja como eles, lactobacilos vivos vomitados sonhando espermatozóides que não são.

Ah, Garota. Eu queria mesmo demonstrar que no caminho da direita tem um lobo mau, ou vários, querendo apenas te comer; e junto deles, solidão medonha. Vem pra esquerda, aqui tem fome também; mas aqui te prometo comunhão e parceria sem fim.

Se precisar, sabe onde me encontrar. Se eu lá não estiver, deixa recado. Tenho a péssima mania de voltar sempre aos mesmos lugares. A relação nem é tao propriamente com o local, mas sim com as pessoas. Te responderei prontamente.

Enquanto isso, "Nossa sina é se ensinar".


"Falaram então sobre as paixões, os enganos, as carências e todas essas coisas que acontecem no coração da gente e tudo, e nada. Dançaram de novo. (…) Ela deixou que a mão dele descesse até abaixo da cintura dela. E numa batida mais forte da percussão, num rodopio, girando juntos, ela pediu:
- Deixa eu cuidar de você.
Ele disse:
- Deixo."

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Você conhece o meu sorriso, lê no meu olhar

Menino agora está online.

Menina diz: Oiii! ;)
Menino diz: opa blz?
Menina diz: beeem, e vc?
Menino diz: blz

Tempo...

Menina diz: nossa to tão feliz cm o fulano.
Menino diz: q blz =]
Menina diz: sbe gsto muito dele.
Menino diz: isso eh important
Menino diz: vc merec
Menina diz: você acha mesmo??? =)))
Menino diz: uhahuahu =p
Menino diz:acho pô.

[Menina cola a conversa na da amiga. Olhaaaaaaaaaaaaa]

Menina diz: e mo bom mesmo.
Menino diz: =p
Menina diz: e vc?
Menino diz: po to ai neh huauhauha
Menina diz: hahaha, sei como e..
Menino diz: aqui vo vazah, tem futebol.
Menina diz: vai laaa, beijos
Menino diz: bjo

Menina fica feliz e liga para a amiga.

Menina diz: aii ele é tão fofo!
Amiga diz: quem o fulano?
Menina diz: naao, o menino!
Amiga diz: você ainda não desistiu?
Menina diz: claro que desisti, so comentei.
Amiga diz: hmmm entendi.

E a conversa gira em torno do fulano agora

Na pelada

Menino diz: porra, ela não desgruda de mim.
Amigo diz: hiosahiosaoihas, te faleeeeeei. Eu conhecia a peça...
Menino diz: ela fica falando do fulano la querendo me convencer
Amigo diz: que fachada hein?
Menino diz: pois é. PASSA A BOLA PORRA!

Fim da conversa.

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Conversa completamente fictícia, e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
Mas assuma pra sua consciência que um: você já teve uma conversa assim, e que dois: você ainda gosta dele.
Essa tem dedicatória: pra quem conhece o meu sorriso e lê no meu olhar que meu sorriso é só disfarce. Pois cada vez que eu procuro uma saída, acabo entrando sem querer (querendo) na sua vida.
E como cantam os rádios em qualquer lugar que você se encontre: “ To ligado, sei que vou sofrer,
Mas eu não quero nem saber, quero amar você.”


p.s.: sei que eu abandonei o blog um pouco, mas vou tentar domar meu tempo para que isso não se repita.
p.p.s.: texto de 15 anos de idade? por ai... continua sendo verdade.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

É como se eu fosse um texto...

em que você só leu o primeiro parágrafo, ou apenas o título, ou até mesmo simplesmente ignorou por não gostar da ortografia do escritor.


Com você não tem explicação me sinto leve
Céu azul na bolha de sabão que o vento
Leve como folha, o coração
Ao te refletir, um espelho em si
vira quadro ou vira arte.
Salvador Dalí não ousou imaginar-te.