Aprender a desconfiar é uma coisa muito difícil por mais que seja indispensável. Devia ser uma daquelas coisas que a gente já nasce sabendo, como chorar. Afinal, o choro também advém dessas não-desconfianças que nos levam a “quebrar a cara”.
Se já nascêssemos sabendo das maldades do mundo, sabendo que as pessoas são falhas, que não são totalmente confiáveis, seria mais fácil. Você não se desapontaria com o primeiro amor, nem com a primeira vez. Você não esperaria encontrar um príncipe de contos de fadas, e sim um homem mais ou menos perto das suas necessidades. Você não iria chorar por amizades ou amores que ficaram para trás, e nem pelos defeitos dos outros. Você simplesmente viveria. Viveria sofrendo menos, mas viveria sem sonhos e ilusões.
É nessas horas que temos que pesar na balança o que precisamos no momento. Precisa de uma ilusão pra te dar motivação pra viver ou precisa de uma dose de realidade que te deixa com os pés no chão? Cada um tem a sua hora. O jeito é nos conformarmos e tentar encontrar uma pessoa que esteja no mesmo momento que a gente, deste modo ninguém sai ferido...
Depois de certas situações, estou preferindo uma dose bem boa de realidade. Alguém está neste mesmo barco e quer me acompanhar?
Por Thais Barbosa
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domingo, 15 de março de 2009
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