Inusitadamente, talvez, minhas palavras estão, de um tempo pra cá, caindo por terra uma atrás da outra. A cada dia mais me impressiono como eu estou engolindo tanta coisa que eu dizia nunca engolir, como eu estou mais impetuosa, e como eu estou sujeita a fatos e situações que eu, definitivamente, não pensava passar há um tempo não tão longinquo assim.
Não sei se foram novas experiências ou se foi um amadurecimento normal. Não sei se foi a distância, não sei se foi a saudade ou simplesmente o desejo de começar a faculdade. Não sei se foram amizades, ou se foi minha cabeça mesmo, se foi de verdade ou de mentira, se é ilusão ou realidade. Só sei que tento buscar explicação pra esses fatos.
Não que eu não esteja gostando, sim, estou. Quem não gostaria de se sentir bem, mais confiante? Só me pegou de surpresa, enfim. Não esperava de mim certas atitudes, certas decisões, certo poder e até autoridade. Não esperava também uma ingenuidade boba de criança, um brilho nos olhos, um coração disparado. Tudo bem, nova fase, vida nova. Mas que a essência se preserve!
“Quem, um dia, irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer, que não existe razão?”
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
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