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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O que te dói?

Marcas feitas a fogo. Inesquecíveis lembranças. Cicatrizes. Dores pungentes. Apreciadas como pinturas rupestres, com a diferença da certeza do que se passou. Aquilo que não será esquecido, no máximo enganado. E mesmo assim com muito esforço. Dor latente. Nomes gravados em brasa, feito tatuagem. Marcas daquilo que foi bom. Marcas daquilo que simplesmente marcou. Marcas que passarão pelo crivo do tempo. Impreterivelmente. Marcas preferidas. Marcas que doem. Marcas que acalentam. Marcas que afugentam. Marcas da história. Marcas da experiência. Um gosto, um desejo, uma ilusão. Nomes novos. Fogo novo. Coração velho. Marcas tuas. Marcas minhas. Marcas.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Faz bem, acredite.



Vai minha tristeza e diz a ela que sem ela
Não pode ser, diz-lhe numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso
Mais sofrer. Chega de saudade a realidade
É que sem ela não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai”
Tom Jobim


Não adianta mais me segurar, chorar, espernear, tentar ser quem não sou. Para se mudar têm de se conhecer. Concordo. Se conhecer dói. Dói, muito. É necessário? Depende, pra mim foi. Precisa de paciência. Precisa. Não só sua como de quem convive com você. Passa. Sim, passa. Rápido ou devagar, é também muito pessoal, além de depender do ponto de vista.

A face Caliban é importante. Mas, essência, chega de saudade, volta, vem viver outra vez ao meu lado.

Viver de ondas, de altos baixos, de marés, de lua, de inquietude e mansidão. Viver no mundo, ser do mundo. Faz bem, acredite.