domingo, 2 de outubro de 2011

Fala comigo! (Ou sobre os silêncios)

E lá se vão mais algumas tardes de um silêncio que diz pouco (ou muito ou muito pouco).
A questão é essa minha incapacidade de entender silêncios. Me dê uma linha de crédito nessa. Eu trabalho com palavras, teses, dissertações, discussões, petições, sentenças, agravos. Silenciar é romper com o que meu lado habermasiano mais aprecia: a deliberação.
Você deveria saber que não sou de entender silêncios, principalmente quando parte da doutrina diz que isso é anuência tácita e a outra parte, majoritária, diz que é eloquente protesto contrário. Eu nunca fui bom em entender sinais silenciosos, preciso de placas, gritos, dedos em riste ou abraços em concordância. Dê um sinal, dê um final.
Tenho visto muita gente silenciar, quando eu ando aconselhando o falar. Todos que convivem comigo sabem que por vezes eu falo até demais, declaro, digo o que quero e espero; geralmente a prece não acontece em plenitude, mas tento manter aquela postura de homem-feito-maduro-que-muito-já-aprendeu e acredito que é a melhor forma, aquelas coisas Paulo Coelho de que o universo conspira a favor.  Mas estritamente pelas circunstâncias fico quieto, tranquilo, deixo o tempo passar. Contradição? Não, apenas jeito de sobrevi(te)ver.
Devem ser aqueles power points antigos que ainda ecoam na minha fase adulta; provavelmente a lembrança do "não arriscar é desperdiçar chance de merecer"; virou mote, tem sido esse o princípio fundamental do meu agir estratégico. Não banco o bonzinho, nem o ético, defendo a minha tese. É, pelo menos eu falo.
E esse teu silêncio que permanece? Cansaço? Já sabe de tudo isso e aquilo? Então, solta essa língua, morde, grita, pense alto, fale qualquer coisa como nunca-te-quis ou sempre-te-quis-mas-você-não-vem ou ainda-não-estou-pronta ou sempre-soube-que-era-você, mas quebre o silêncio, vai, fala comigo.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Amaceioado

E então que acabou. FALSO! Como disse um dos meus melhores amigos, César Romero Barbosa Jr: "Mano, o dia está apenas começando". VERDADE! 
A verdade é que eu tive a semana mais perfeita da minha vida até aqui. Iniciei a minha ida no carro para aquele churrasco de "sete dias" que abririam a semana da formatura com o seguinte pensamento: Não vou estressar por nada. Não estressei. O churrasco foi ótimo. Percebi que de forma torta vou sentir falta daqueles que me acompanharam todas as noites da semana dos últimos cinco anos. É bastante história para contar, problemas vivenciados, alegrias comemoradas, chuva e sol, calor e frio. Foram nesses cinco anos que terminei meu namoro mais longo, comecei outros curtos e terminei, que tomei tocos monumentais, que fiquei com mulheres incríveis, que perdi a virgindade, que briguei, que reconquistei, que perdi, que ganhei, que, enfim, aprendi. E ainda estou aprendendo.A aula da saudade foi um resumo disso, sentença de sentimento, deixou saudades mesmo.
Os cultos, todos eles, foram surpreendentes. A fé do outro sendo professada de forma respeitosa, emocionante. O culto espírita me dando um vislumbre de futuro que imaginava. Palestra coerente, apesar da minha mania chata de discordar de certos pontos; porém, esse sou eu. E bom, a Tha, minha parceira de vida, e que possivelmente não tenha a dimensão da importância dela nessa semana e durante todas as outras, já havia avisado. rs. O culto evangélico, idem quanto ao carinho e respeito; com direito a vídeo da turma e tudo o mais.
A missa, caramba, foi mais emocionante que o esperado. Entrar com meu irmão e minha mãe, aliado ao fato de agradecer por tudo, pela familia que tenho, pelos amigos;  ter as visitas inesperadas de mariana machado e rafaela nassif, enfim..bem bacana. Logo em seguida sair da igreja e encontrar a minha parceira de blog e ir pro jantar dançante com ela e família. O jantar? ÉPICO. As fotos falam por si. Ótimo tudo!
A colação segue o mesmo ritmo, fotos, vídeos. Foi quando comecei a ter uma real noção do que eu construí até aqui. Menção honrosa para a descrição sobre este cidadão aqui: "romântico assumido". Foi de rir haha
O baile foi a coisa mais ilógica dessa história. A valsa foi mais linda do que o sonhado, selou a história toda. Minha mãe, duas das minhas irmãs (Elzimar e Lilia) e encerrada com ninguém menos que Thais Barbosa, foi lindo demais. Precisa de mais? Como disse e penso: Talvez nem em sonho eu me emocionaria tanto e haveria tanta perfeição. São momentos que valem a vida.
Momento depois: brindar com os colegas, parar e olhar pros meus amigos e ver que cara sortudo eu sou. Depois? Festa. Agradecimentos a todos os amigos mesmo, Schettini, Jc, Gustavo, Mário, Ana, Andy, Fafinha, Thainá, Aline Furlan, Cesar, Flavinho, Vital e etc etc etc etc etc....todos os presentes sabem que realmente são isso: PRESENTES. E mesmo aos que, por razões próprias, não compareceram, meu agradecimento por insistirem ainda na minha causa.
Domingo foi "nostalgia das besteiras que fizemos ontem", como diria o Teatro Mágico rs. Estive emotivo como não sei o quê. Outra menção honrosa para a CARTA de César Romero rs e seu kit-ressaca.
Tratei a semana como oração, foi um bilhete, um post-it de Deus dizendo que “moleque, quando você terminar de crescer, é isso que você vai vivenciar plenamente. Trato feito?”.
Foi a primeira manifestação mais clara desse período de assentamento, quase um "comer, rezar e amar". Depois... Fui pra Maceió. 10 dias. E foi quando vi que o canal de comunicação com o meu Deus estava realmente aberto. Pedi sinais, em forma de pessoas ou atos, encontrei um guia, turístico e espiritual, de nome Josy (Jositanea, mas que preferia ser chama de Josy rs), cujo sinal foi o lema de toda a viagem (a maceió e para o resto da vida): VAMOS SER FELIZ! (ou FILIZ, se preferir o sotaque…eu prefiro).
Praias maravilhosas, congresso com meu irmão, Silmar; festas, novas comidas, novas pessoas, igrejas na cidade histórica de Penedo. Enfim, energia renovada. "O vento que soprou lá da areia trouxe infinita paz". Ouvi muito Djavan. Li muito, reorganizei as idéias e voltei para a realidade com a vontade de ser melhor, ainda melhor. Aproveitar a sorte que tenho e construir algo que valha. Tomara que os ventos sejam realmente muito bons para nós. É que "nossa sina é se ensinar".

Ps: Vai um forte abraço, aqui, para aquele responsável pela fortaleza desses 5 anos: Tiago Andrade La-Gatta, meu amigo-irmão!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Só queria pedir desculpas e agradecer.
O mais foi tudo muito bonito.

sábado, 3 de setembro de 2011

Não quero aprender

"Em que parte do caminho a gente aprende a ficar tão estúpido e tão cheio de pseudoestratégias, arrogâncias, desperdícios?" (Elenita Rodrigues)


Por isso, a espera de que não haja, a despeito de estratégias, arrogâncias e desperdícios. Amém.

domingo, 21 de agosto de 2011

Sobre sinais que chegam

Eu pedi por sinais. Pedi porque nessa confusão que paira eu não ando dispensando a previsão, ainda que as surpresas tenham ainda aquele tom irônico e jocoso.
Eu pedi por sinais. No entanto, O Cara Lá de Cima fez, ainda que tacitamente, a seguinte proposição: você tem que interpretar de forma honesta.
Sim, eu sempre pedi por sinais. Sempre foi complicado interpreta-los com honestidade. A gente teima em querer ver o quer ver, não tem jeito. Nada obstante, dessa vez eu decidi ter olhos para ver; afinal, eu quem pedi por sinais.
Eu pedi por sinais e eles chegaram. E a honestidade incomodou um pouco, como um pequeno corte no dedo que não te derruba, mas incomoda. Assim, pude ser sincero comigo e com minhas decisões. 
Pedi por sinais, eles vieram, eu interpretei honestamente, fiz escolhas sinceras e pretendo levá-las a cabo nessas próximas duas semanas.
Vamos ver no que dá. Sinal verde pra felicidade, acima de tudo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Mesmo quando eu assopro forte

Da série "trechos que eu gostaria de ter escrito":

"Sei que pareço infeliz e mal-humorado, mas é só escudo. Minha felicidade é sempre pequena demais pra espalhar por aí. Não tenho culpa se desde criança minha pipa sempre cai no telhado do vizinho." - é do Gabito Nunes

sábado, 13 de agosto de 2011

Uma rápida assertiva ainda sobre velhos modelos

Sou eu nessa viagem recém-iniciada que, certamente, não levará a lugar algum. Porém, nesses quase vinte e quatro anos tenho aprendido a retirar o melhor de cada vivência; assim, sou eu aqui ouvindo John Mayer e até achando bom.

Não sei se realmente por ser ai nesse sorriso where the light is, ou por ter plena convicção que sua mãe e seu pai, pessoas de bom coração, te criaram com apoio na doutrina de Daughters. Sei lá, talvez eu apenas esteja Free Fallin´. Mas como não? A resposta chega a ser simples Your Body Is A Wonderland.

Sou eu sabendo sobre (im)possibilidades, velho modelo. Ficam realmente as perguntas:


Don't you think we oughta know by now?
Don't you think we should have learned somehow?