Que não namoro pelos motivos a seguir expostos:
Em primeiro lugar, por ter firmado comigo mesmo o compromisso moral de levar a sério o instituto do namoro. Dessa forma, não vou estar com uma cidadã pelo simples, embora devido, sorriso no rosto dos meus amigos; ou ainda pela certeza da companhia nas mazelas de um sábado à noite quando Juiz de Fora se esquece que é uma cidade que possui uma grande massa de universitários; sei lá, me viro bem do meu jeito.
Em segundo lugar, conheci uma pessoa bastante legal, o Andrey. Sério, desde 2004 eu conhecia um cidadão de mesmo nome, endereço, registro civil mas que dependia muito de “ter alguém para gostar”, e se esquecia que ele já possuía: ele próprio! Não, relaxem...nada da história do amor próprio, falo de amadurecimento e auto-conhecimento. Faz bem, principalmente quando você percebe que se há alguma frase que, em qualquer situação, faz sentido é “TUDO PASSA”. E passa, e respira, e ultrapassa aquela questão de “reportar tudo o que você faz para alguém”. Você não reporta, não se importa. E se quiser, até fecha a porta e coloca o som alto e está valendo.
Em terceiro lugar, e talvez mais importante, o fato de que jamais vou encarar “namoro” como casamento, cada momento tem sua peculiaridade e grau de envolvimento; já pensei bastante sobre isso, não entendo muito a lógica de ‘namoro, agora adeus amigos solteiros “. Acho que a questão da confiança é obrigatória em todos os casos.
Confesso, aos amigos, que ando descrente de ‘amor incondicional”, ando preferindo a parceria, a conversa. Atração é, logicamente, importante; mas será essencial como diz o mestre Vinicius? Também não haverá, aqui e agora, espaço para aquela velha história de que beleza acaba e tal. É simplesmente raciocinar sobre a ótica da questão de princípio. É não querer mais ser aquele protótipo globalmente feito de que tenho que ser um juiz federal com uma loira burra ao lado; prefiro a advocacia diária com uma cidadã que vai ser suporte e ao mesmo tempo desafio, que vai entender a minha retórica e me dar nó quanto ao discurso; admiração é o remédio para os relacionamentos, está ai o resumo da tese.
Em conversa que tive nesse fim de semana com a minha parceira de blog, falávamos disso. Admiração e possibilidades do Nando Reis ter acertado novamente ao dizer que “o amor pode estar do seu lado”. Será? E ai fico eu procurando felicidade tal qual aquele avozinho do Mário Quintana, que busca os óculos, sem saber que os tem bem na ponta do nariz?! O argumento a enfrentar é a resposta à pergunta: “amizade colorida funciona?”. Depende, como tudo no Direito. Prós e contras, como tudo na vida. Confiança, respeito, admiração já se têm, vide a relação primogênita. E se o relacionamento não der certo? Acho que aí vem a principal questão: Amizade colorida demanda MATURIDADE. E maturidade somada à confiança original traz a abençoada possibilidade do “ir devagar”, buscar a sintonia e acerto no “tempo” da relação.
Devaneios de último dia de férias. “Mas tudo que acontece na vida tem o momento, o destino! Viver é uma arte, um ofício, só que precisa ter cuidado; para perceber que olhar só pra dentro é o maior desperdício. Porque o amor pode estar do seu lado!”.
