Pois é, garota. Sei que dei o "basta". Na verdade, você até sorriu, porque com certeza não suportaria ter um cidadão chato "atrás de você". Engano, digo porquê.
Você me conhece há tão pouco tempo, o que te contaram tem mais horas e dias. Eu não sou mais aquele garoto que acredita em amor-eterno-senão-me-mato-amém! Sério, eu acho que estou próximo de quem eu gostaria de ser aos 22. Te juro também que acredito fielmente naquela de que o problema não sou eu. O problema talvez seja a sua falta de coragem de ser feliz. É mais fácil realmente escolher sofrer. "Se a sorte lhe sorriu, por quê não sorrir de volta?".
Pretensão? Não. Simplesmente acho que pela conjectura que se apresenta, você quem perde. Eu posso ser, hoje, equilíbrio para você, garota. Eu posso ser referência e tenho um monte de frases feitas para te dar subterfúgios na hora da crise.
Acredito que você é rara. Não é como esses cidadãos e cidadãs que abusam da própria mazela sentimental, pelo menos não deveria. Você não é dessas que a futilidade se encarrega de maestrar. Essa tua maquiagem é só máscara para a insegurança que você traz. Não seja como eles, lactobacilos vivos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Ah, Garota. Eu queria mesmo demonstrar que no caminho da direita tem um lobo mau, ou vários, querendo apenas te comer; e junto deles, solidão medonha. Vem pra esquerda, aqui tem fome também; mas aqui te prometo comunhão e parceria sem fim.
Se precisar, sabe onde me encontrar. Se eu lá não estiver, deixa recado. Tenho a péssima mania de voltar sempre aos mesmos lugares. A relação nem é tao propriamente com o local, mas sim com as pessoas. Te responderei prontamente.
Enquanto isso, "Nossa sina é se ensinar".
- Deixa eu cuidar de você.
Ele disse:
- Deixo."

