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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

100 vezes.





Mapearam o genoma, o acaso vai dançar
Sem a senha nem em sonho, impossível disfarçar
Pra quem gosta de nós é um prato cheio
Vela vai veloz vamos sem receio pra quem gosta de nós

(Pra Quem Gosta de Nós - Pouca Vogal)


Para quem gosta de nós, é o CENTÉSIMO POST!
Acho que nada melhor que numa sexta-feira 13, o post 100; como bem lembrou a Tha (meu achado, minha parceira, vida só existe com ela)! E a gente só tem que agradecer, por quem vem, lê e comenta; por quem vem, lê e não comenta; por quem vem, lê e fala nos corredores da faculdade ou no Orkut.
O Ironias vem tratando de temas piegas, mas se não falar de amor não se fala do que move o mundo. A temática provavelmente será essa basicamente e mais algumas pitadas do que ocorre em volta. Embora, a gente prefira levantar a placa do "Eu já sabia!" e falar na mesa do bar, o que acaba sendo blogado lá no Aforismas!
Outro dia, perguntaram-me o motivo de eu escrever, não encontrei melhor resposta do que li em meio aos eucaliptos:


Escrevo por todos que investiram muita vida para esquecer velhos amores.
Pelos que fizeram escolhas erradas, e para os quais o tempo passou, cruel e implacável, varrendo do rosto alguns sorrisos e da alma tantos sonhos.
Por quem já esteve em lugares de vazios tão densos, que os confundiram com o alto inverno.
Escrevo por cada coração entregue a quem nem bem valia um olhar.
Pelos que já acreditaram em palavras voláteis, e tornaram-se, portanto, vulneráveis diante dos amores de mão única.
Para os que já foram surpreendidos por gestos curtos e palavras ríspidas, e só o que queriam era serem ouvidos.

Por todos os emocionalmente desabitados.
Porque no desamparo o ser humano sabe-se só.
E há a perigosa convicção do abandono, que por mais sutil que seja, míngua a vida da gente.

Escrevo porque dentro de mim tenho memórias de cada uma dessas dores, e porque dia desses ouvi que TRISTE é qualquer coisa viva, que (em algum momento) não sente como tal.

Escrevo então pra tentar fazer diferente, pra propor dias melhores, pra abolir esse abandono, aceitar novos caminhos...

Escrevo para urgentemente lhe estender as mãos...