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sábado, 7 de agosto de 2010

Sonhos de Agosto

"Para atravessar agosto também é necessário reaprender a dormir,dormir muito, com gosto, sem comprimidos, de preferência também sem sonhos. São incontroláveis os sonhos de agosto: se bons, deixam a vontade impossível de morar neles, se maus, fica a suspeita de sinistros angúrios , premonições.Armazenar víveres, como às vésperas de um furacão anunciado, mas víveres espirituais, intelectuais, e sem muito critério de qualidade."

 É você, romântica como sonhado, mais sexy que o imaginado. Somos eu e você em um passeio de carro por uma cidade sulista, visto o frio e a nossa tentativa de qualquer comentário sobre a arquitetura do lugar. Você linda, (com seu) sobretudo.

É você sugerindo o café e sentando como sempre se assenta em cadeiras (de bar, de praia, de qualquer lugar). Sou aceitando o calor, não do café, mas das suas mãos nos meus ombros, encaixe perfeito - todo mundo diz.

Somos nós dois viajando sozinhos como eu sempre quis. A descoberta do óbvio de tantos anos, "feitos para durar, uma luz que não produz sombras. Somos o que há de melhor, somos o que dá para fazer". Falamos de sinas -as nossas, que sempre foram se ensinar -, aquele papo de apontar para a fé e remar, frases do quilate de 'devíamos ter feito isso há muito tempo", pedir mais um pedaço desse bolo delicioso, mais uma das nossas conversas de horas, planos que deram certo ou não, darão ou não. A promessa do nosso "para sempre", poucas pessoas conseguem isso. A gente consegue, de alguma forma.

Somos nós dois no quarto. O Ir-Remediável. Remediável para toda dor de uma vida. Piadas internas. Mundo aberto. Soma de duas metades. Afinal, se não tem nada para depois, por quê não eu?

sábado, 24 de julho de 2010

Sobre quando você está nos meus sonhos..

Quando você está nos meus sonhos acontece o que houve nessa noite: Sou eu sonhando e achando que é real, para depois sonhar que sonhei e precisava te contar.

Contar, por aqui, a cena relativamente esdrúxula, mas puramente a "nossa cara" que ocorreu. Era você me dando conselhos sobre a mulher que você havia feito a ponte. Me disse coisas sobre "já está na sua", "vai que dará certo". Eu te perguntei se era para eu fazer isso mesmo, usei uma expressão bem irônica e concisa: "não quero noivar agora"; afirmei coisas do feitio de: "a única mulher que eu conheço e não me importaria nada de passar minha vida toda é você". Eis a mágica. 

Nos meus sonhos, afinal era um sonho dentro do sonho, e somente neles, você contra-disse: "Não seria má idéia". Eu, assustado, porque era você, perguntei somente para confirmar: "o que não seria má idéia?". Sua resposta: "você tentar quebrar o recorde inexorável da minha vida. Tentar me fazer feliz por mais de duas semanas". Eu: Tentaria com o maior prazer e como te disse em outro plano, pela segunda vez na vida, não tenho nada a perder.

Você pensou, questionou: "Não mesmo?". Eu reafirmei: No mínimo, a gente tenta bem devagar e vê que não rola mesmo e damos risada juntos em mesa de bar; nossa amizade é intocável por qualquer nuance de vida. No médio, a gente tem uma relação exemplo para muita gente e, se for o caso, segue a vida depois. No máximo, e que máximo!, eu tenho você como mulher da minha vida e para a minha vida".

Você veio com aquelas tuas sombrancelhas levantadas, sentou no meu colo, aceitou e me beijou. Um beijo que eu sentia saudades desde aquela outra vida. Lindo, como todo sonho em que você está.

"Em algum plano, a gente se merece"

*curtinho, como todo sonho bom!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sonho que se sonha só...


Sol entrando pela janela. Ignoro o latido do nosso cachorro , os processos em cima da nossa mesa do escritório. Eu, membro da AGU, tenho que protocolar aquela ADIN no Supremo Tribunal Federal. Você, Promotora Federal/Procuradora da República, tem que revisar aquele HC que o Supremo te pediu para emitir parecer.
Contudo, mando matarem os primeiros minutos do dia porque quero o teu cheiro na camisa e quanto a "merendeira" da nossa filha (que é linda, uma miss mirim, embora inteligente haha e super simpática, com um sorriso largo com falta de dentes, com o aditivo dos olhos de estrelas) e seu café, deixa que eu arrumo.
Não me lembro como vim parar aqui, são 6 da manhã e eu te vejo dormir sorrindo.




Eu, ontem, tive um sonho
Há muito não sonhava
Lembranças de um futuro
que a gente imaginava...
( Humberto Gessinger)