Mostrando postagens com marcador Andrey; devaneios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Andrey; devaneios. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Enquanto ela não chegar

Ted: Stella, por quê o Tony? É por causa do dinheiro? ...Ou por causa dos pijamas de kung fu?
Stella: Ted...Não sei! É ELE. Simplesmente, eu sei que é Ele!
Ted: É ele. É ele...sabe, Stella?! Isso que vocês tem, que eu sei que vocês têm. O que eu sei que Lily e Marshall têm....Eu quero isso pra mim!
Stella: Sabe, eu já também fugi de uma multa! Eu estava correndo a 140..150 km/h na freeway. Ai, o guarda me parou e disse o seguinte: Estava te esperando, por quê demorou? Achei nojento. Mas respondi: Eu estava correndo para você o mais rápido que pude.
Ted: risos
Stella: Ted, o que quero dizer é...Ela está vindo, Ted. Está vindo para você, o mais rápido que ela pode.

Diálogo da minha série favorita: How I Met You Mother. Realmente confesso a tal pressa para que ela chegue. Fico olhando para as folhas do calendário, "um dia a mais é um a menos pro encontro acontecer". Crio teses e discuto com o professor, "não resolve de porra nenhuma, né?". Resumo do ano. Da vida, diria a Tha.

A tese é toda quanto ao cansaço de construir e demolir fantasias, amar "errado", procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis.Bem Caio Fernando. É o desejo do querer daquela pequena, para encostar no ombro e ter conversas afáveis, que façam valer cada momento daqueles idealizados. Sim, como diria o Gabito Nunes e recitado por Caras como Eu: O último romântico, em versão samba em tempos de remix. Talvez eu jogue rápido demais, na contramão dos fatos da vida real. Porém, esse sou eu. Bem piegas mesmo, guardando um "eu te amo" que não vai escapolir dessa vez antes do momento certo. Antes que ela chegue, se é que já não chegou e está bem do meu lado. Vai saber?!

Possuir calma nunca foi minha melhor habilidade. Talvez por essa razão escrevo, para traduzir as explosões intraduzíveis de madrugadas adentro tentando encontrar explicações no cosmos. O que tenho feito de errado para aos 23 desse tempo ainda estar nesse empate sentimental?  Vem Amarante cantar agora: "Ela é mais sentimental que eu, então fica bem se eu sofro um pouquinho mais". Ou o Bruno Gouvea: "se passei por você e não te reconheci, meu amor, me perdoe, como poderia saber?". 

Vontade de dinamitar o mundo e ele dar voltas. Quantas forem necessárias. Enquanto isso, o que resta são linhas na madrugada de mãos dadas. Aguardando o tal do "momento certo", onde a fé remove até montanhas e torna o irreal possível. Se meu mundo fosse o real, tudo já estaria harmonizado.

Enquanto isso, estou pelo samba, pelo rock, pelos livros. E para essa mulher que vai chegar, "eu estou te esperando, vê se não vai demorar".

Quantas coisas eu ainda vou provar?
E quantas vezes para a porta eu vou olhar?
Quantos carros nessa rua vão passar
Enquanto ela não chegar?
Quantos dias eu ainda vou esperar?
E quantas estrelas eu vou tentar contar?
E quantas luzes na cidade vão se apagar
Enquanto ela não chegar?
Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar
E a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar
(...)
Quantas besteiras eu ainda vou pensar?
E quantos sonhos no tempo vão se esfarelar?
Quantas vezes eu vou me criticar
Enquanto ela não chegar?
Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar

E quando chegar, será ironicamente, hermeticamente e concisamente excelente, para durar.

domingo, 7 de novembro de 2010

E se me perguntar..

E se me perguntar, eu digo que é samba e aumento o tom, se preciso for. Digo que é viagem de 3 dias, prorrogáveis pela vida, se bem quiseres. É escrito à mão com o pedido de eternidade, letra posta e idéia para a próxima.
Se me perguntar, eu falo que não sei, mesmo sabendo. Sapiência também é distanciar os pontos para aplaudir o vácuo. Não respondo; se necessário, omito. Calo e dou razão. A guerra nunca foi lucrativa, nem se a "recompensa" fosse armas químicas e poemas.
Se me perguntar, digo que vou à caça. De mim, principalmente. Buscar onde ninguém ousou, quem sabe faço da procura o encontro. Perco a bussola e recomeço, sem reclamar. Aos poucos, vou soltando o peso da bagagem, da responsabilidade e de pequenos atos que são - invariavelmente - mal interpretados.

Se me perguntar, eu digo distância. Alguém pensou amor como palavra, confiança foi que nós lembramos. Mas se interpelar, eu digo distância. E viajo, muito, para outro mundo. O status quo ante é, sim, retomado. Sei que o velho samba falou sobre nossa lei nos obrigar a sermos felizes, contudo editaram medidas contrárias; torço para que sejam provisórias e não convertidas em leis.

Se me perguntar, eu digo que é conto de Caio F., com alguma citação rápida da Clarice  Lisp ector- alguém especial disse que ela entenderia -, pediria um pouco de Lya Luft e um amor mundano-mente romântico de Cazuza. E te escrevo, ainda que indiretamente. Burlo a censura e as disposições cogentes, com a gente. Eu quero normas dispositivas, você disposta e eu, idem. O mais é tudo que pode ser, desde que não me perguntem o quê.

Se me perguntar, eu reaprendo aquela minha velha mania de ter fé na vida e traço planos, enfeites, teu corpo. E te conto como imagino, até você acreditar que podemos. Podemos. Poderíamos. Riríamos. Se me perguntar, eu omito que são mais linhas pelo velho objetivo, vou apagando as músicas, os textos, os pequenos atos. Se me perguntar, eu vou ter que omitir.

A resposta é essa.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tive, sim!

Nesse fim de semana, me preparando para o sábado à noite, acabei por assistir um pouco ao filme "Closer-Perto Demais". Nele, a personagem Alice fala que Dan, ex-namorado dela, que a traíra, teve o momento de resistir à consumação do fato. Ela diz: "Dan, todos temos, na vida, aquele momento em que podemos escolher entre resistir ou nos entregar. Eu não sei qual foi o momento, mas você com certeza teve o seu".

Isso bateu fundo. Porque eu estou olhando para uma foto nossa e estou agradecendo demais por não ter resistido a você. Daqui uns dias faz três anos de recomeço; difícil recomeço. E se a vida não anda naquela calma de 2004 a 2007, pelo menos segue com paz interior e uma batalha digna de sobrevivência diária. Prefiro Toddy ao Tédio, dizia o Cazuza; eu prefiro dirigir tranquilo na madrugada do que ficar no telefone mentindo para mim que "vou esperar quanto tempo for". Não esperei. 

Minha mentalidade Cristã me condenou na época, mas poxa...que bom que não resisti. Que bom que indo para a cena do 'crime", aquele ônibus parou no cruzamento entre a Rio Branco com a Independência e eu não resisti. Eu fui em frente. Falei em dirigir pela madrugada. Nessa madruga de sábado-para-domingo, tocou no rádio do carro "Amor Grand´Hotel" do Kid Abelha:  "se a gente não tivesse dito tanta coisa, se a gente não tivesse exagerado a dose, poderíamos ter vido um grande amor". Essa é a questão para a vida.

Tive, sim o momento de resistir, mas não o fiz. Por profissão, vício ou falta de caráter, será? Desejo de libertação. Olhar novo sobre fato acontecido. Revisão criminal e agora rasgo a sentença, abolitio criminis. Absolvição própria de quem não vangloria o erro, não teve erro. Houve aqui legitima defesa indireta, por critérios de proporcionalidade: a única forma do entrave resolver. Solver.
Tive o momento e fui em frente. Hoje, só fica boa lembrança do bom beijo. O resto é vida (sei que te irrita).

terça-feira, 14 de julho de 2009

A Fantástica História (ou Estória) de Fulano


" - Ah, cara. Você é Weezer, Engenheiros do Hawai,
Pouca Vogal. Na verdade, Você é LOS HERMANOS.
Ela escuta Strike, mas parece amar quando você toca "Morena"
ou "Último Romance".




Fulano era gente fina. Disseram que era um cara no melhor estilo boa praça, que parecia ser o conjunto de todo tipo de qualidades possíveis. Sabia falar bem, era inteligente, esperto, sagaz.

Lidar com pessoas era sua melhor habilidade. Era como um manipulador, e todas as pessoas em volta eram marionetes. Mulheres então...Nem se fala. Já teve da mais selvagem a mais tranqüila, da mais espontânea a mais calculada, da mais feliz a mais melancólica, da mais “bonita” a mais “sem graça”.

Ele gostou muito de cada uma. E tinha uma forma muito peculiar de guardá-las na memória: ele fazia a pintura de cada uma.

O tempo da fabricação da obra era o tempo que durava o relacionamento (Se ele estivesse gostando demorava um pouco mais na arte). Depois moldurava cada quadro e pendurava num quartinho. Não se soube ao certo quantos quadros ele tinha, mas, me disseram que já cobriam as quatro paredes. Só que, quanto mais o quarto enchia, mais o coração dele esvaziava.

O que aconteceu com ele ninguém sabe. Os finais são diversos, por exemplo; alguns dizem que todas as mulheres as quais ele havia deixado se uniram para acertar as contas com ele, resultado: ele morreu com várias facadas. Já outros dizem que ele ficou com saudade de suas mulheres e viajou com todas elas para o Sudão, onde pôde se casar com todas. E ainda há um final que não é bem um final. Disseram que ele se cansou de tudo aquilo e foi dar um sumiço nos quadros, e no caminho pro lixo... Conheceu uma “obra” que valia por todas as outras.

Mas aí já é outra história (ou estória).

"Ela é mais sentimental que eu.
Então, fica bem se eu sofro um pouquinho mais"