sexta-feira, 3 de julho de 2009

Síndrome de Seth Cohen..




"Queria os lábios nela, mas o pensamento de perturbar seu sono e de ainda tê-la em meus braços me impedia. Preferia tê-la assim, como algo que ninguém tiraria de mim, pois só eu a possuía. Uma imagem sua para sempre".


" Seth espiou o quintal pela janela. " O que dizer a Ryan?", ele precisava de um plano. Algo que o fizesse parecer descolado e controlado. Não nervoso e estranho. Algo que o transformasse no anti-herói super-herói. Tudo que ele sempre sonhara. "Mas como?", ele pensava. Esse plano precisava ser melhor e mais consistente do que o plano de velejar para o Taiti com o amor de sua vida, Summer Roberts. E ele vinha trabalhando nesse plano desde a terceira série*. Ele estava perdido.

O plano da Summer vinha sendo trabalhado desde o dia em que ela entrara em sua sala na terceira série. Ela se sentava duas carteiras à frente dele e todas as manhãs ele a observava guardando o Meu Querido Pônei embaixo da mesa. Ela acariciava seu cabelo, dava um beijinho em sua cabeça e guardava de novo, enquanto a professora não estava olhando. Seus pais estavam se divorciando naquele ano, e uma manhã ele viu o pai dela lhe dando esse pônei. Foi quando Seth descobriu a verdadeira Summer. A summer sensível, que era inteligente, graciosa e vulnerável. A Summer por quem ele se apaixonou. A Summer que ele sabia existir por trás das roupas de estilistas e da popularidade que ela tinha atualmente. A summer com quem ele um dia iria conversar e velejar para o Taiti".

* Que não seja desde a terceira série, mas que faz 1 mês que os pensamentos estão concentrados, isso faz. Tem me feito bem, nem sei como ou porquê; e nem sabes disso.

Será a vida imitando a arte? Estarei,eu, passando de Ryan e Marissa (é aquela cidadã que até é charmosa, porém mimada, meio sem noção, e que se perdeu com a bebida e gente nada a ver...) e indo para algo mais Seth e Summer? Começo a descobrir a "inteligência e graça" por trás daquele estereótipo que criaram?

Sei que isso está virando "meu querido diário", mas vai ser assim...até que valha a pena falar de outra coisa! ;D


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Dos pedidos com cumulação própria no meu processo...

Um desalinho muito grande para que me cobrem, para que eu me cobre som e movimento labial.
Uma festa muito estranha lá fora para que eu me anime (de preferência um samba, com batucada daquelas de arrepiar o espírito).
Uma pessoa muito sensata para que eu me aproxime (PRA TE Ser sincero).
Uma tranquilidade absurda demais para que eu me acalme.
Um ou dois erros iguais para que eu não mude.
Uma loucura cínica para que eu tente ( "a gente constrói até um castelo).
Uma sentimentalidade bonita, ainda que pequena, para que eu escreva (mesmo no meio dessas 3 mil provas de final de período).


" E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce"

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Presente de um beija-flor



- Beija-flor, que trouxe meu amor, voou e foi embora...

Dentro do ônibus completamente lotado, um rapaz cantava. Cantava alto, parecendo que o ônibus era o banheiro da própria casa. Também batia no caderno, como uma percussão improvisada. Deveria ter seus vinte e cinco anos e possuía uma aparência comum, nada que acusasse uma provável loucura.

- Olha só como é lindo meu amor, estou feliz agora...

As pessoas olhavam. Alguns expressavam séria reprovação, outros ficavam rindo e ainda havia uns imperturbáveis. Eu ficava tentando imaginar o que levaria alguém a cantar num ônibus cheio. Seria um louco? Revoltado? Desiludido? Apaixonado? Sem noção?

- Fim de ano, vou embora de ‘Juiz de Fora’, que é pra eu ver o mar...Mas diz pra mãe lá pro final de fevereiro é que eu vou voltar...

Não dava sinais de desistência, nem reparava nos olhares de quem não queria ouvi-lo. Só continuava seu show sem perceber sua platéia furiosa ou debochada. Eu não estava muito incomodado com a voz, que por sinal era um tanto desafinada, e sim pelo fato de não conseguir ser tão corajoso ou louco, seja lá o que for.

- Agradeço por poder cantar, e ver você ouvir...ééé...

Depois de tanto refletir, decidi não ficar tentando explicar mais nada. Na entrada do ônibus havia alguns dizeres como: “Não fale com o motorista”, “Não fume” e “Não ultrapasse o limite de pessoas”, no entanto não havia nenhum aviso escrito: “Não cante”. E, apesar de alguns ficaram de cara feia, ninguém pediu para o Cidadão parar com o karaokê.

- E tentar entender essa mensagem, que eu quero transmitir...

Até simpatizei pelo ato no fim das contas. Ele continuava cantando e apareceu mais uma, duas, três vozes em coro. Até que o ônibus inteiro estava como um grande ônibus escolar. Os rostos se desanuviaram, as expressões se abriram e todos cantavam felizes. Eu também cantei, é claro. Louco, agora, era quem estava calado.

- Estou feliz agora...

sábado, 27 de junho de 2009

Vem comigo, no caminho eu te explico!

"Do you hope to make her see, you fool?"

( Hello, I Love You - The Doors)


Imediatista. Acho que é a melhor palavra. Já tentei de tudo pra mudar. Até mantras e ioga, mas não tem jeito. Eu quero pra ontem. Esperar é algo que me corrói os nervos. Pra que deixar pra amanhã se dá pra ser feito hoje? (Isso não é extensivo a estudar Penal). Não gosto de nada feito em pedaços, eu me delicio é com a coisa pronta. Tem tanta ânsia aqui dentro. Tanto querer esparramado...Tenho pressa de viver!


" Vem comigo; no caminho, eu explico!"



quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Palhaço pena...


Obrigado à Fernandinha que, lá de Floripa, escreveu para esse 'doce palhaço trôpego" tão emocionantes palavras!

Caótico tal qual o mote que inventa
Tragado por delírios voluntários
Ele dança e canta, doce palhaço trôpego
Chora por muito rir, percebeu-se desesperado
Ovacionado e envaidecido por aplausos imaginados

Ritmado, pois, segue bailando ao passo da sombra
Mantém os olhos abertos mirando algo circunscrito
Nas faces que lhe ignoram
Pobres doentes sem remédio
Ele sente muito medo por não ser mais um enfermo

Mas ele cambaleia com seu sorriso tolo
Sua existência agora diluída
Em meio às ilusões instantâneas
Já nem sente os pés feridos, apenas o gosto de bílis
Enquanto ele roda, grita, gesticula, sonha, sangra e é feliz

Eles o apontam e dizem nos ouvidos:
“Os olhos do cavalheiro estão perdidos”
Porém ele não escuta mais ninguém
Além do próprio choro bobo
E das vozes em sua cabeça ecoando:
Tu és feliz, muito feliz
Tu és feliz, muito feliz
Muito feliz.


"O palhaço pena, quando cai o pano e o pano cai.
Um sorriso por ingresso, falta assunto, falta acesso"

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Ei, você aí...vem cá nadar!




Saudade do agora, que vejo escorrer entre meus dedos, que mal acabei de escrever e já virou lembrança.
Mesmo as incertas, de claridades foscas e sombras ligeiras, me aquecem a alma.
Saudade que acentua a falta de alguém que insisto fingir que não vejo.
Que é como brasa incandescente e eterna, que surge ao fim de um fumegante rastro, clareando de laranja o que já foi um fogo chamado presença de amor, da over, da libido, da amizade colorida, da companhia para devaneios; presença-ausência que me vem da luz piscando no MSN.
Saudade assim não é sentimento abstrato.
Saudade bem sentida é palpável, traz muito mais que os lampejos das memórias, pode ser aspirada, é térmica.
E, nessas horas, a gente sente saudade até do que nunca possuiu, de ruelas entortadas, de fogão de lenha, de bonde, de serenatas, de show particular de leoni enquanto a gente discute sobre como todo mundo gosta de complicar.

Ah, Deus ! Obrigado pela saudade que ainda posso dar um jeito, aquela das pessoas que estão por aí, que ainda fazem parte de minha vida, e que por tanta correria acabo tolamente deixando de abraçar...

" Sinta-se feliz, porque no mundo tem alguém que diz que muito te ama, que tanto te ama, que muito muito muito, que tanto te ama"


sábado, 20 de junho de 2009

Um dia...




"
Mude.
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade."


Um dia te encontro ao cruzar uma rua qualquer, ao sentar à mesa de um bar ou até quem sabe simplesmente entrar em uma sala qualquer em meio a mais um dia fatídico de uma semana sem importância. Mesmo que nossos olhares se cruzem, nossas idéias se pareçam e que até possamos viver juntos, ainda sim teremos infinitas diferenças. Talvez tu te encaixes naquelas expectativas que criei e que eu também me encaixe nas tuas, entretanto, esse não é o objetivo de tudo.

Para conviver contigo preciso te respeitar, superar, aprender e precisas do mesmo para conviver comigo. Nem sempre isso é possível e acabamos brigando, criando distância e até desaparecendo. Talvez só os fortes sobrevivam. Somos singularidades em busca de sintonia ou algo que nos permita algum tipo de união. Um encontro na estrada da vida nos permite tentar concretizar a união e, se tudo der certo, ela ocorrerá.

Se tu não sabes conviver comigo apesar de meus defeitos e tentativas de acerto, não há nada a fazer. Se também não sei conviver contigo apesar de tudo isso, sigo meu caminho independente do teu. Forçar nem sempre é a melhor opção e nem sempre afastar é o mais sensato. Não sei conviver com certas capacidades e sei que também tenho algumas que tu não irá suportar. Tantos e TANTAS já o fizeram...

A oportunidade de tentar é o que faz do caminho uma fonte de conhecimento. Eu tento, tu tentas, nós tentamos... se conseguirmos, ótimo. Se não, é uma pena. Só não vou me esconder atrás das vontades dos outros e deixar com que minha imagem se apague por caprichos de pessoas que não se reconhecem.