domingo, 15 de novembro de 2009

Os 50 anos de carreira eram do Roberto Carlos...

..... mas o danado quis porque quis remontar meus 22!

De trás pra frente, bora lá:

Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque um coração
E o nome dela...

Ai, ele começou a achar engraçado e divertido, resolveu atirar para tudo quanto é lado:


Você foi!
O maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi!
Dos amores que eu tive
O mais complicado
E o mais simples prá mim...

(...)
 Você foi!
O melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu

(...)
Você foi!
A mentira sincera
Brincadeira mais séria
Que me aconteceu
Você foi!
O caso mais antigo
E o amor mais amigo
Que me apareceu...

Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez...

(...)
Você foi!
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos
Que eu pude fazer...


Ele resolve dar uma pausa e eu cantarolo: "quando ela dorme em minha casa, o mundo acorda cantando" do Baleiro, O Roberto Carlos parece que ouve e volta:
"Amanhã, de manhã, vou pedir um café pra nós dois.."

Beleza, eu já estava achando sacanagem, contudo a festa era dele...ele poderia apelar ..e APELOU:

Eu não vou saber me acostumar sem sua mão pra me acalmar
Sem seu olhar pra me entender, sem seu carinho, amor, sem você
Vem me tirar da solidão, fazer feliz meu coração
Já não importa quem errou, o que passou, passou então vem
...

Ok, maravilha...detalhe....

Eu sei que um outro
Deve estar falando
Ao seu ouvido
Palavras de amor
Como eu falei
Mas eu duvido!
Duvido que ele tenha
Tanto amor
E até os erros
Do meu português ruim
E nessa hora você vai
Lembrar de mim..
 
(...)
Pensando ter amor
Nesse momento
Desesperada você
Tenta até o fim
E até nesse momento você vai
Lembrar de mim...

Eu sei que esses detalhes
Vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma
Todo amor em quase nada
Mas "quase"
Também é mais um detalhe
Um grande amor
Não vai morrer assim
Por isso
De vez em quando você vai
Vai lembrar de mim...


O show foi excelente, embora eu preferisse o do Acústico MTV! Contudo, ele é rei mesmo.
A conclusão desses 22 anos, até agora, é: se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu VIVI.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

100 vezes.





Mapearam o genoma, o acaso vai dançar
Sem a senha nem em sonho, impossível disfarçar
Pra quem gosta de nós é um prato cheio
Vela vai veloz vamos sem receio pra quem gosta de nós

(Pra Quem Gosta de Nós - Pouca Vogal)


Para quem gosta de nós, é o CENTÉSIMO POST!
Acho que nada melhor que numa sexta-feira 13, o post 100; como bem lembrou a Tha (meu achado, minha parceira, vida só existe com ela)! E a gente só tem que agradecer, por quem vem, lê e comenta; por quem vem, lê e não comenta; por quem vem, lê e fala nos corredores da faculdade ou no Orkut.
O Ironias vem tratando de temas piegas, mas se não falar de amor não se fala do que move o mundo. A temática provavelmente será essa basicamente e mais algumas pitadas do que ocorre em volta. Embora, a gente prefira levantar a placa do "Eu já sabia!" e falar na mesa do bar, o que acaba sendo blogado lá no Aforismas!
Outro dia, perguntaram-me o motivo de eu escrever, não encontrei melhor resposta do que li em meio aos eucaliptos:


Escrevo por todos que investiram muita vida para esquecer velhos amores.
Pelos que fizeram escolhas erradas, e para os quais o tempo passou, cruel e implacável, varrendo do rosto alguns sorrisos e da alma tantos sonhos.
Por quem já esteve em lugares de vazios tão densos, que os confundiram com o alto inverno.
Escrevo por cada coração entregue a quem nem bem valia um olhar.
Pelos que já acreditaram em palavras voláteis, e tornaram-se, portanto, vulneráveis diante dos amores de mão única.
Para os que já foram surpreendidos por gestos curtos e palavras ríspidas, e só o que queriam era serem ouvidos.

Por todos os emocionalmente desabitados.
Porque no desamparo o ser humano sabe-se só.
E há a perigosa convicção do abandono, que por mais sutil que seja, míngua a vida da gente.

Escrevo porque dentro de mim tenho memórias de cada uma dessas dores, e porque dia desses ouvi que TRISTE é qualquer coisa viva, que (em algum momento) não sente como tal.

Escrevo então pra tentar fazer diferente, pra propor dias melhores, pra abolir esse abandono, aceitar novos caminhos...

Escrevo para urgentemente lhe estender as mãos...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Da esperança que o "ainda" traz

Eu quis dizer e você até quis escutar, mas isso não bastava. Eu quis dormir para sonhar com você, mas isso não bastava.

* * *

Eu deitei te imaginando do meu lado. Me entreguei ao seu abraço, sorri ao ganhar um beijo. Tremia ao sentir seus dedos fazendo carinho dentro do abraço mais perfeito para mim. Eu caibo direitinho nos seus braços, você sabe. Naquele momento eu não precisava de mais nada. Podia gritar mas optei por dizer ao pé do ouvido que eu podia ficar assim pra sempre. Você, então, sorriu pra mim. Sorriu de verdade. Eu podia enxergar cada fraqueza sua pelos seus olhos. Eu podia ver que você também estava feliz. Ali então eu vi que tínhamos um objetivo em comum. E eu pude perceber o quanto eu te queria bem. Então acordei.

Me vi enrolada em edredons frios perto do seu abraço. Levantei e busquei por sinais seus. Um recado, uma mensagem, um bilhete. Não, ainda não. A realidade ainda não condizia com o meu sonho. Ainda.

sábado, 7 de novembro de 2009

Tua flor...

Eu pensei muito antes de escrever isso aqui. Antes de baixar a guarda e deixar a imagem de ‘não to nem aí’ cair. Eu fui para a balada,fui para a praia, comprei e li livros, naveguei muito na internet, escondi o celular na gaveta, joguei o celular na parede.Tudo para não te ligar e não te procurar.
Mas não consegui. Estou aqui de novo.

Eu pensava: será possível que ela não sente nem um pouquinho minha falta?
Ela não sente falta da minha presença, das minhas ligações, da minha voz serena, das palavras calculadas, das frases de efeito, das minhas piadas sem graça, do meu mau humor irônico e do meu bom humor palhaço? Nem um pouquinho, ela não sente um pouquinho que seja da minha falta de bajulação? Daquele tratar bem? Daquele carinho que eu adorava fazer?

Mas aí, mais uma vez, eu lembrei que você tem sua vida. E que eu já não faço tão parte assim.
Lembrei de quando eu te perguntei como eu iria fazer para viver sem você. E você disse: vivendo, vai passar. Simples assim.
De um jeito simples que eu ainda não aprendi.

Eu queria que tivesse sido uma paixão. Aquelas arrebatadoras. Aquela que morre de ciúmes. Aquela que quer só para nós. Mas (não) aquela que morre e apaga rápido. E fica só a lembrança.

Mas, mais uma vez, não. Eu resolvi gostar. Gostar com carinho. Gostar com querer o bem. Gostar com ciúmes, mas capaz de abrir mão. Gostar com a certeza de que, comigo ou não, você será feliz. Gostar com sonhar com suas realizações. Gostar com adorar um sorriso que não é meu.

...

Você foi embora. E ficaram os três pontinhos. Um não sei o que fazer. Um não sei o que escrever. Um não sei o que fazer com os dias que não tem mais você para subir de ônibus, para contar aquele caso da Defensoria, aquela prova tensa ou te tirar as dúvidas da vida, da academia, de tudo.

E eu tô vivendo. Mas vivendo querendo pedir, implorar, ajoelhar: deixa eu te ver, deixa eu te abraçar, deixa eu te fazer carinho, deixa eu falar besteira, deixa eu te ligar, deixa eu tratar você mais um pouquinho bem.

E deixa.. que isso vai passar.
Mas vai deixar o gosto mais doce que eu poderia ter. Talvez para sempre.
O sentimento é forte mesmo.




* tem coisa pra caralho da Daniela Pastoriza. 


Ouvi dizer
Do o teu olhar ao ver a flor
Não sei por que
Achou ser de um outro rapaz
Foi capaz de se entregar
Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim
Mas mesmo assim...

Minha flor serviu pra que você
Achasse alguém
Um outro alguém que me tomou o seu amor
E eu fiz de tudo pra você perceber
Que era eu..
.(A Flor - Los Hermanos)


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Fantástica Fábrica de Utopias




Hoje eu sentei em frente ao espelho para tentar conversar comigo. Há muito me faltava o tempo. Hora era IED, hora era Constitucional. No fim, sempre me pegava viajando pela biblioteca, mergulhada nos pensamentos dos outros e montando o meu juízo deles. Por vezes, me encontrava numa sala cheia, querendo absorver coisas como uma esponja sozinha desejando secar o mar.

Enfim, hoje, parei para pensar em mim. Respirar, aliviar, olhar bem fundo do peito. Deixar o coração falar, afinal, nem estava percebendo que ele continuava batendo. Ouvi. Ouvi coisas agradáveis, desagradáveis. Dei voz aos seus anseios, as dificuldades. Pois dar conselho ao coração dos outros eu faço constantemente sem sequer lembrar de perguntar ao meu como vai. E então olhei pra frente.

Lembrei dos meus olhos, olhei para eles também. Me faltavam dedos nas mãos e nos pés para conseguir contar as estrelas de satisfação que nele brilhavam. Numa sinfonia perfeita, que mesmo se fosse capaz de compor jamais seria capaz de reproduzi-la fielmente, as batidas do coração se somaram aos brilhos das estrelas.
Perguntei a eles o porquê disso tudo e dei uma gargalhada gostosa. Afinal, tudo é diversão na Fantástica Fábrica de Utopias.

E utopias são como o chocolate, vicia.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Sonho que se sonha só...


Sol entrando pela janela. Ignoro o latido do nosso cachorro , os processos em cima da nossa mesa do escritório. Eu, membro da AGU, tenho que protocolar aquela ADIN no Supremo Tribunal Federal. Você, Promotora Federal/Procuradora da República, tem que revisar aquele HC que o Supremo te pediu para emitir parecer.
Contudo, mando matarem os primeiros minutos do dia porque quero o teu cheiro na camisa e quanto a "merendeira" da nossa filha (que é linda, uma miss mirim, embora inteligente haha e super simpática, com um sorriso largo com falta de dentes, com o aditivo dos olhos de estrelas) e seu café, deixa que eu arrumo.
Não me lembro como vim parar aqui, são 6 da manhã e eu te vejo dormir sorrindo.




Eu, ontem, tive um sonho
Há muito não sonhava
Lembranças de um futuro
que a gente imaginava...
( Humberto Gessinger)


sábado, 31 de outubro de 2009

Vambora ou A troca do Absurdo

Hoje eu estava no estacionamento do Direito e fiquei seguindo as plaquinhas de saída e vi que é isso que faço melhor do que ninguém. São tantas as coisas que eu queria te falar e contar. E eu sigo fantasiando que você entende tudo e melhor que todo mundo, talvez daí venha a minha naturalidade em ser "prolixo" e não ligar tanto pra isso; afinal não é pose, não é positivismo. E isso, seguir as placas, fantasiar, acaba comigo mas, ao mesmo tempo, me tira um pouco da chatice burra e apática de sempre (ainda acho que você é diferente, não vai seguir a linha de quem se ofende com a diferença do trato, com a especialidade das idéias contramajoritárias). E então, me vem a ideia de realmente te contar as coisas. E por isso escrevo. Porque se você entra aqui pra ler é você que, com todo o meu "amor" que você nem imagina, consegue sentir como sendo seu. E então é mesmo essa coisa maluca de eu me livrar do que eu nem sei se sinto pra você, sem nem saber se sente, sentir o que já estava aí esse tempo todo. A troca do absurdo. Nisso trocamos. O absurdo.

Dizem que o absurdo é dividir por zero. E nós que tinhamos tudo para dividir a vida por dois, agora dividimos por zero. Entende o absurdo? É muita vida jogada fora.

Hoje eu perguntei a um amigo se ele era feliz, mesmo sem estar, com a cidadã que ele ama. E ele disse: eu era muito feliz com ela. E muito triste. Sem ela eu não sou nem uma coisa e nem outra. Eu sorri e disse pra ele: eu prefiro a vida assim. Ele disse, me conhecendo tão bem: prefere mesmo? Eu disse, comendo um pão de queijo, lá na nossa cantina, onde você me encantou tanto nas nossas conversas no intervalo: não, não prefiro, mas pelo menos, assim, eu consigo estar aqui com você pesando mais de cinquenta e oito quilos.

Aí, eu paro aqui e me pergunto por que raios eu escrevo essas coisas? A resposta talvez seja num desabafo que não consigo ter com ninguém. Apenas com os três blogs que eu tenho. Afinal, eles entendem tudo e, por serem muito meus, acredito que eles entendem o que eu digo/escrevo. Chegamos, mais uma vez, ao absurdo!

Começa a tocar Every Breath You Take. Every single day/Every word you say/Every game you play/Every night you stay/I'll be watching you...Bobeira é não viver a realidade, lembrei do Frejat*. Então, coloco um Korn pra tocar another brick in the wall. Com Guitarra, Baixo, Bateria, e aquele gritaria toda. We don´t need no education, e foda-se mesmo as palavras prolixas, se eu tivesse dito pra você que eu só tentava me fazer de inteligente pra te conquistar, faria algum efeito? Acho que foda-se o 'se". Assim como no futebol, na vida o 'se" também não ganha jogo.

Deixar o Destino agir, então? Deixa Estar.

Lembra que eu te falei naquela carta dos 15 em 15 dias, ou então um-em-trezentos. Puts, tem gente que anda aceitando doze em doze, a Tati Bernardi. Ela que me deu "inspiração" para eu escrever isso ai. É ela quem inspira o término também. Você pode, a cada doze dias, ler um texto, a língua, brincar do não abismo (lembrei do Cartola), qualquer coisa, só ler, continuar assim, só ler, não me esquece, por favor [E quando eu estiver morto, peço que não me mate não dentro de ti, dentro de ti]. Eu nunca vou esquecer você. Eu não soube o que fazer com você, mas sei o que fazer com o não você. Isso eu sei fazer e faço bem. Lembrar que era terrível e incrível. Terrível, meu amor, como poucas (ou nenhuma) coisas foram. Mas absolutamente incrível.

* Você tem meia-hora pra entrar na minha vida.
Vem VAMBORA,
que o que você demora
é o que o tempo leva...
Ainda tem o seu perfume pela casa...

[Frejat cantando 'Vambora", pqp!]