terça-feira, 11 de dezembro de 2012

É como voto

Deus não dá asas a cobra e, ainda que o estado seja laico, Deus é mesmo brasileiro também para não permitir que eu tenha 35 anos e que algum lunático me indique para o Supremo Tribunal Federal. De toda sorte, na hipotética situação do Batman, digo, do Joaquim Barbosa me dar a palavra no caso "mensalão", eu diria:

Senhor Presidente, Egrégio Plenário, dout@s Advogad@s,  passamos a análise da questão do mandato eletivo ser perdido como consequência de nossa decisão pela condenação penal, sendo a mesa da câmara ou do senado vinculadas a nossa exegese ou se nós condenamos e os respectivos plenários das casas legislativas decidem se a perda ocorrerá.

Pois bem, o artigo 102, caput, de nossa Constituição Federal afirma que nos cabe a sua guarda. De tal sorte, o que parece óbvio, devemos protegê-la das paixões de momento. O caso em tela cuida de condenação criminal, estamos no âmbito de uma Ação Penal. O artigo 55, parágrafo 2º me parece claro quando diz: 

§ 2º - Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.


Me parece que a opção do constituinte foi esta. Devemos ter em mente a posição que ocupamos, somos julgadores, não legisladores. Ainda que eu sustente na linha de Dworkin, que a interpretação é uma busca pela melhor moral, vejo que, no caso presente, temos uma regra posta, dada, clara. 

Então, Senhor Presidente, com a vênia devida aos que pensam diferente, voto no sentido de que a perda do mandato eletivo deve ser decidido pelas casas legislativas a que pertencem os condenados ocupantes de cargo público.

É como voto.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Quantas vidas você tem?

A verdade é -se é que existe verdade - que tudo pode melhorar, inclusive o Jota Quest tocando a minha vida. Todo mundo que lê essas ironias concisas e herméticas sabe que aqui é na vibe do "TOCA LOS HERMANOS!". Mas eu gosto de Jota Quest e achava que os caras estavam bem caídos nos últimos tempos. Fui conferir a última referência minha anotada da banda e foi há quase um ano, quando no casamento de uma amiga minha apareceu frase deles. A frase que sempre me lembrou Você foi citada pelo cidadão que celebrava a cerimônia: "já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado, mas quando penso em alguém é por você que fecho os olhos".

Porque eu realmente tentei olhar pros lados, reconstruir a vida, pesquisar se eu inventei esse amor ou  se aconteceu mesmo e eu que me resolvesse. Eu sei que já fiz muita lenha, que é difícil acreditar em mim e etc. Porém, sei que andam dizendo por ai que a idade tem me feito bem, as pessoas passaram a me levar mais à sério, quem sabe você também não o faça? E aí que eu fui amadurecendo, conheci algumas (muitas) pessoas, vivi um bocado de coisas, enquanto você vivia sua vida ali ao lado, mas ali longe. Então, eu tentei matar você mil vezes, mas seu amor ai me vem.

Ao longo desses meses, eu confesso: tentei me apaixonar. Tentei de desconstruir. Tentei te esquecer. Pelo visto, não foi eficaz, certo? Bom pra mim, talvez seja bom pra gente. "Mas por que você me deixa tão solto? E se eu me apaixonar por alguém? E se ela, de repente, me ganha?"

A pergunta é, então, quantas vidas você tem? Em alguma delas me cabe junto?




quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Por esse ano colorido, muito obrigado!

Incrivelmente, há um ano,eu vi você comentando a postagem de alguém aleatório que eu estava stalkeando nessas tardes sem nada para fazer. Um mês após a minha noite mágica, era hora de retomar a vida. Não haveria melhor forma de retomar a vida de ironias concisas e herméticas se não fosse te adicionando naquela rede social. Te adicionei. Você aceitou em 3 minutos. Conversamos durante 35, como se eu te conhecesse há muitas vidas. Aliás, será que não é assim?

Quis tentar entender o cérebro daquele cidadão maluco e, por ser assim, acabei não entendendo. Porém, ganhei uma grande amiga, uma das melhores, senão, hoje, a melhor. E me transformou. E me transformei. E materializou o que escrevo há anos nesse blog: teoria da transferência. Que amizade madura que me faz falar sobre tudo e crer num amor maduro também. Obrigado pela caixa de lápis de cor. Tenho colorido o ano e as situações, obrigado por me ajudar nos contornos...e no conteúdo. Obrigado por ser quem é, por me dar crédito. De esfihas em fim de tarde a chopps marcados do nada. De conversas sobre evolução normativa de dispositivo do código civil às valas amorosas. Obrigado por ter aparecido e ter tornado a vida mais fácil.

A vida anda boa com você do lado, mesmo na distância. Paralelas que se encontram, de tão tortos que somos. Valeu a centrípeta, a centrífuga, o quadro mágico. Valeu o sonho que ficou para depois...ou vai ser um bom rabisco do que éramos, sendo base para o que somos e que seremos. Sei que está ao lado. Eu também, prometo.

Como a vida é tecelã imprevisível, ponto dado lá atrás só é visto agora: você manteve minha sanidade nesse ano. Você deu o exemplo. Você é vencedora, espelho.

O Gabito não gosta de "Anas" porque não te conheceu. Você brilha demais. Tão bom compartilhar da sua luz e dos seus enganos e acertos; mais acertos que enganos! Tempo certo, tempo de plantar e colher. Avante! Em frente ou enfrente. Gosto de você. Te curto demais. Estejamos sempre na caminhada forte. Só sucesso. Por esse um ano colorido, muito obrigado!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Volta ao Nosso divã ou sobre saudades

Volto ao nosso divã. Pensei em sentar aqui para escrever sobre a política, sobre os acontecimentos mundiais ou qualquer coisa que valesse o nome do blog.
Porém, hoje, a maior ironia concisa e hermética talvez seja 'sua ausência fazendo silêncio em todo lugar'. Veja você, até a banda da citação primordial mudou!

Vieram novas-velhas perguntas: errei? se sim, onde? quando? por quê? Fiz algo? Deixei de fazer? É estranha a distância sem algum motivo aparente. Você me conhece, sempre fui ruim com sinais. Sinto falta. É ruim sentar nesse divã sem poder contar para você quais são os verdadeiros problemas, as verdadeiras neuroses, nem que seja para você falar que estou fazendo drama e que eu já deveria me atentar para as 25 velas que vou soprar daqui 8 semanas. Eu concordaria. Aliás, pensando bem, é o que tenho feito. Tenho concordado com esse muro de concreto há algum tempo.

Sinto falta e termino com outra canção que não é da banda tradicional, 

Sinto muita saudade

Essa é a verdade
Não te vejo a metade
Do quanto quero lhe ver


http://www.vagalume.com.br/nando-reis/o-meu-posto.html#ixzz24nUozfkC

quinta-feira, 8 de março de 2012

Os Saltos do Brasil


(Originalmente enviado para o blog Estado de Direito)
Data extremamente relevante internacionalmente: O dia Internacional da Mulher. Como Homem, de início, devo a vida a uma delas, a educação a tantas outras e se meu mundo consegue obter calma, sensibilidade e cor devo às mulheres que passaram e passam por mim, seja por alguns segundos ao sorrirem na rua ou por acreditarem nas minhas causas diariamente, desde sempre.
O título é para tentar descrever, ainda que em apertada síntese, a bendita e necessária evolução do papel da Mulher na sociedade brasileira. São tempos de comemoração e renovação de esperanças. Nas esferas decisórias brasileiras, temos uma presidenta da República, Dilma Rousseff; temos uma presidenta da maior empresa estatal brasileira (PETROBRAS), Graça Forster; temos Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann como mulheres fortes (pleonasmo!) do governo, temos, ainda, Manuela D´Ávila, jovem parlamentar, eleita à unanimidade para a presidência da Comissão dos Direitos Humanos e das Minorias na câmara dos deputados federais.
No judiciário, temos nomes importantes atuando para esclarecimento de ideias e lançamento de luzes mais humanas nas controvérsias jurídicas. Talvez seja um "pecado" citar algumas e não nominar outras, porém acredito que o elenco que segue representará muito bem as demais: Nancy Andrighi, Maria Berenice Dias, Maria Celina Bodin de Moraes, Ana Paula de Barcellos, Maria Helena Diniz; Ministras Carmen Lúcia, Ellen Gracie Northfleet, Rosa Maria Weber; a Vice-Procuradora Geral da República, Deborah Duprat; tal elenco citado "de cabeça" traduz a mulher brasileira: trabalho e competência, sem perder a ternura jamais.
A Constituição Federal de 1988 trouxe a normatização da igualdade entre homens e mulheres de forma cristalina, o que foi acompanhado pelo Código Civil de 2002, quando as mulheres obtiveram o reconhecimento de sua total capacidade para tomar suas próprias decisões; o que parece óbvio, hoje, foi fruto de uma honesta e difícil (r)evolução histórica.
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal declarou, no HC 106212, a constitucionalidade da Lei Maria da Penha consolidando a proteção à mulher. Ainda nessa esteira, celebrou-se há pouco os 80 anos do voto feminino no Brasil. É de alegrar com a possibilidade de  hoje, dia 8 de março de 2012, ser sancionada a lei que torna obrigatória, por assim dizer, a equiparação salarial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função profissional.
Claro que há algumas questões a serem postas em prática, caminhos a serem percorridos; por exemplo,  a questão do aborto - notadamente se faz necessário que o Supremo Tribunal Federal traga novamente à baila a discussão/julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 54 - DF, que se refere ao direito da mulher abortar quando sabe que seu feto sofre de anencefalia -, bem como sedimentar os direitos trabalhistas, sociais, civis e previdenciários da mulher (embora a prática judicial tenha sido forte e relativamente satisfatória nestes pontos).
A estrada parece trazer boas paisagens. Dessa forma, que os saltos do Brasil permaneçam para que as Mulheres possam escolher se vão de Salto fino ou descalças por estas trilhas que levarão, indubitavelmente, ao sucesso que sempre mereceram.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Certos detalhes ou Outras Perguntas

Cadê aquele pênalti que não deram pra gente no 1º tempo?* Seria um gol de vantagem indo para o túnel, no intervalo, a palestra seria diferente, a intenção da prosa seria de manter o bom trabalho e o resultado. O pênalti não marcado, a falta de concentração para colocar a bola para dentro da baliza, tudo isso faz com que o trabalho duro até ali tenha que ser intensificado. Há pernas? 

Nada garante, por outro lado, que o pênalti marcado seria convertido em gol. "Tentender se eu disser que tive nas mãos a bola do jogo" ou nos pés, certos detalhes. Acertaria o canto? O goleiro pegaria? Seria campeão de interperíodos? Não sou craque. Nem sei se uma possível vitória seria tão merecida.

Não fazer contas com a vida de alguém. Aquele júri que não acontecerá porque mês passado cliente completou 70 anos, prescrição cai pela metade, opa...deu prescrição. Não vai a júri. Certos detalhes.

Cadê aquela oportunidade de falar não dada? Foi dada? Perdi? Deveria ter entregue palavras e coração na causa da vida? Era a causa da vida? Morreu? Definitivo ou transitório? Preclusão? Transitou em julgado? Cabe recurso? A carta de "x" páginas entregue no segundo anterior dos segundos eternizados.

Fotografias eternizando o brilho que eu pensei ser imaginário. Não era, o brilho no olhar nem foi culpa exclusiva dos flashes. Ponto para a pequena ousadia. Certos datalhes.

Guardo para entregar outras cartas que eu não mando. Deveria? Regar girassóis é complexo, valerá a pena(?) 
É caminho sem volta ou há o retorno logo ali para quem tem olhos de ver? Retornar ao ponto de partida é ter medo de seguir adiante? Quanto vale o orgulho de bradar uma nova vida?

Cadê o pênalti que não marcaram para a gente no primeiro tempo? A carta ainda está na gaveta (na minha ou na sua)?  Deu prescrição? Quanto vale o serviço? Tem preço a dignidade? É uma questão de princípio? Opinião do grande autor ou opinião pública?

O dicionário comandando corações e mentes? Infantilizaram o pensamento? O sentimento vai dançar? Até que a morte os separe? Definitivo ou transitório até o próximo ponto?

Cadê aquele regador que estava aqui? Cadê a pergunta feita imediatamente anterior à resposta alternativa? Deveria abrir prazo para terceiros embargarem?
Cadê o pênalti?
Certos detalhes, ainda vem mais perguntas.

*Cadê o Pênalti? - Skank

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Como, por onde e com quem tenho andado

Deus é sempre mais, a vida é dinâmica e há quem creia que a vida seja apenas uma (ando parando quando do viés dinâmico). Mudança de crenças, de vistas do ponto, de ponto de vista, de visões de mundo e vida boa. Abandonando dramas, acatando tramas, fazendo prosa mais concreta enquanto as letras da poesia são lidas lá por outros olhos.
Não é abandono de causa, sou eu emocionando mais pela minha, em carreira solo. Ok, nem tão em carreira solo assim. Encontro gente iluminada gritando 'Bruggeeeeeeeeer!!" e me chamando para propor teses; ou amigos de agora - que estranhamente/felizmente parecem que são velhos amigos - repensando as minhas teses e me ajudando a ser um cidadão melhor, tanto no profissional, quanto, e principalmente, no pessoal. Eu tenho a absoluta certeza de que estou andando por caminhos certos, com pessoas que bem combatem o bom combate. É sobre realização.
É saída da matrix, da formatação e há certa dor. Dói abandonar umas velhas certezas que me acompanharam há...já quase 6, 7 anos. Passo a repensar, verbo do texto, também aquela velha frase de "não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam"; algumas pessoas se importam e me fazem importar.
Não nego que por muitas vezes rola um cansaço. Cansaço por ver amor, suor, ousadia sendo não aproveitados desde agora, de plano, ab initio. Talvez seja eu pagando meus pecados anteriores quando eu, assim como o Gessinger, acreditava que só se vivia uma vez. Quantas bolas chutadas para longe do gol; tem também espaço para lamentações que, ainda que se crie um paradoxo, não chegam a ser arrependimentos, eu escolhi, eu escolhi ser, logo, por honestidade hermana, aceito a condição.
Não nego, tão pouco, que o coração anda precisando de perdões. Precisa ser perdoado por umas três ou quatro vezes que tive a bola do jogo e arremessei errado. Esses apagões morais que me dão e só vou me dar conta na segunda hora de ressaca do dia seguinte, sempre criticando fulanos e fulanas que tiveram a chance e desperdiçaram. Opa, eu erro pra caramba. Talvez seja hora de algumas desculpas serem pedidas, um bom exemplo é a minha parceira de blog e vida, possivelmente foi com ela que errei metade das vezes que eu realmente senti o golpe, errar em relação a ela causou dor demais; eu a amo, essa é a verdade, ela sabe e possivelmente isso seja relativamente suficiente para ser mais desculpável quando tremo na base e chuto torto (bate vontade, nessa linha, de abraço na roda dos Brugger´s com ela dentro, por mais uns 80 anos).
Há tambem saudade e saudação. Uma reforma íntima que implica em largar mão de coisas e pessoas, gente que não quis estar presente, não quer estar no futuro. Ficaram as fotos, as possíveis cartas, juras, alto dos passos, vodka barata com organismo juvenil e todas essas palavras ao vento que a gente teima em jogar, sem praticar, sem atitudinar, sem agir mesmo. Tem gente retornando também, bom que retornem, senti falta dos meus manos de outrora, dos amigos que vi crescer, literalmente; é sempre bom manter também os De Fé, os caras que batalharam comigo, continuam batalhando, me aceitando com esse mundo de erros e que não perdem, e me fazem não perder, a ternura jamais.
Tem justiça, amor e caridade. Tem descobertas de pessoas fazendo diferença com uma voz suave às 20h de uma segunda-feira ou às 18h de um sábado, pós-vida, pós-puc. Tem a PUC, um ambiente de paz e satisfação intelectual para quem precisava se libertar um pouco, ser ouvido, propor e ser proposto, provocado, apanhar, levantar, devolver, criar. Crítica e proposição, redescobrir. A sorte de estar andando com quem ando, por onde tenho andado.
Tem beleza, muita. Não a produzida globalmente, com o trocadilho. Aquela beleza de sorriso, de ideia, de admiração, de inveja da boa (o querer também, desde que o outro continue tendo). Vivência com e além livros, com amigos, música, um certo despertar para o que importa: estar com. Ao lado de. Sorrindo por e apesar de.
Há muita estrada além do que se vê.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Se não fosse a música [Dia do músico].

E então que eu estou prometendo uns dois ou três textos com temáticas diferentes. Mentira, a temática é a mesma, o referencial teórico é que talvez seja diferente.
Entretanto, como ainda não terminei a escrita, escreverei esse rapidamente. Quero parabenizar os músicos. Os músicos, por óbvio, fazem música. Música que nos sustenta nesse mundo de cachorro-louco, que fazem uma baladinha tipo Anna Júlia lançar aos céus do pop nacional 4 caras, que se transformaram depois em Indies/cults. Quero parabenizar aos Los Hermanos por sempre me fazerem perguntar "quem é mais sentimental que eu?" e logo me darem a resposta: "Ela é mais sentimental que eu, então fica bem se eu sofro um pouquinho mais". Quero parabenizar a quem inventou a "lista de execução" para juntar músicas e músicos, porque após esse introito, para juntar o Pearl jam gritando em seguida: " She lies and says she´s in love with him, can´t find a better man". O pior é que ela pode.
Vem os paralamas em seguida com guitarras e voz de Hebert: "não pedi que ela ficasse, ela sabe que na volta eu ainda vou estar aqui". Segue o Foo Fighters me perguntando se há alguém que tira o melhor de mim. Skank comentando algo sobre "planejando para fazer acontecer ou simplesmente refinando essa amizade", Gram e sua bateria com "faça algo por você". Gessinger impiedoso com "melhor para você se ela for embora, pense bem, é bem melhor assim".  Los Hermanos puxando novamente a reflexão: "E o Pierrot.."
E o Pierrot tentando achar alguma "coisa que ainda te emocione, uma garota, um bom combate, um gol aos 46".
É que "estou na lanterna dos afogados, eu estou te esperando, vê se não vai demorar', na voz da Maria Gadu.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"e queria sempre achar explicação pro que eu sentia"

Andar na rua. Ver um carro e, por milésimos de segundo, o coração parar, sentir o frio percorrendo cada veia, cada cantinho do corpo. Olhar para o carro novamente e perceber que não era quem você achou que fosse um segundo atrás. Nesse momento você já estava culpando o destino, o acaso ou qualquer entidade que tenha sido responsável por fazer este encontro entre vocês. Continua andando e percebe que ninguém no mundo reparou como seu mundo acabou de receber uma descarga de adrenalina e, de verdade, você não se importa com isso.

Passado um minuto do acontecido, você para e pensa: como é possível que isso ainda aconteça comigo? Pelo-amor-de-Deus, não estou apaixonada! Isso é coisa de menina, que sente o mesmo efeito ao ver o nome, ou o quase-nome, da pessoa entrando no msn. Como eu me deixei levar? Eu saí com ele duas vezes, for God´s sake! Mas por que então que isso me aconteceu?

Não importa se tem 10, 15, 20, 25, 30 anos. Mulher é boba assim mesmo. Não importa se o cara é um Deus grego ou o sujeitinho da esquina. Não importa se ele é um príncipe encantado ou se só a faz sofrer. Mulher não consegue se controlar nessas situações. Acha que é ele e que vai sair do carro com um buque de flores e a surpreender no meio da rua, vai beijá-la e mais uns 2 segundos de imaginação e ela já está no terceiro filho.

É por isso que praticamente todas caem em qualquer conversinha de malandro. A mente feminina é incrivelmente poderosa. Quando quer (grife-se: quer), acha que um carinho é um pedido de namoro ou que um olhar para o lado é um “não te amo mais”. É difícil viver assim, sério! Depois de alguns anos você já não sabe mais o que pensar, ou como agir. Tipo hoje com o acontecido do carro. Eu entendo e até aceito que seja meu cérebro me pregando uma peça. Mas a questão não é essa. A questão é, por que ele faz isso? A questão mais profunda é, por que ele faz meu cérebro fazer isso comigo?




texto escrito e para ser lido ao som de Maria Gadu.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Refrão de Bolero

Originalmente postado no Agravo de Instrumento.

Nós poderíamos ser amantes que bebem champanhe pela manhã aos beijos num hotel em Paris; é o que o Caio Fernando está dizendo aqui e eu concordo. Nós poderíamos ser tantas coisas.


Nós poderíamos ser os melhores amigos apaixonados, os melhores cúmplices de viagens à lua dentro do nosso quarto (ou da sala, por quê não?). Poderíamos ser os caminhantes-de-mãos-dadas daquela praia de areia branca de Cabo Frio ou litoral paulista ou qualquer outra praia maravilhosa (mas que, de fato, não seria tão maravilhosa quanto você. Seria apenas moldura). Nós poderíamos ser autores daquele crime perfeito. Poderíamos ser a capa de jornal, melhor: capa de livro de romance bem sucedido no século XXI, quando todos desacreditam de romance-amor.


Poderíamos. Sucumbimos ao mal do século: "não quero me envolver pessoalmente com ninguém".  É que eu fui realmente sincero como não se pode ser e, talvez, por isso eu te afugente tanto. Você corre de um abraço de braço só que te envolve, porque no outro braço está seguro o mundo prontinho para te entregar. Você se nega, afinal, com tanta facilidade é bem mais fácil escolher sofrer, realmente. É mais fácil ser triste.


Me perco ainda nos nossos planos, não tanto quanto me perdia em nossos beijos. Queria a possibilidade produzindo efeitos. Me cansa esse "quase" de toda hora ter que contar os minutos pelo teu regresso. Ainda me bate a esperança ver-te atravessar a porta e dizer: "Vida minha és Tu".

Adivinhe, você. Eu que não bebo, estou aqui nesse bar. Bar nosso, lembra? Falando com o Ceará, aquele garçom que viu nosso primeiro beijo. A noite vem chegando, eu tenho que ir para casa. A nossa, também está lembrada?

Antes, ardia à noite. Agora, adio o dia.



Coração na mão como um refrão de um bolero
Eu fui sincero como não se pode ser.
Um erro assim, tão vulgar, nos persegue a noite inteira
E quando acaba a bebedeira ele consegue nos achar num bar
Com um vinho barato, um cigarro no cinzeiro
E uma cara embriagada no espelho do banheiro
(Refrão de um bolero - Engenheiros do Hawaii)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Nota Curta Sobre Expressões Grandiloquentes

Eu pensei em postar algum texto quanto ao Orlando Silva ser suspeito de propina, deixei pra lá (cada um lê por si e também espera a investigação começar e concluir o que supostamente houve). Pensei também em falar sobre a campanha de desenhos no avatar do facebook, achei bacana e tal, mas também não quis polemizar com os reacionários gratuitos de plantão. Pensei em escrever sobre a acefalia generalizada dos membros que sigo no facebook e twitter, salvo exceções especiais, que meteram o ferro na Globo por não "mostrar o Pan-Americano", sendo que os direitos são exclusivos da Record (sim, existe outra emissora que não a Globo), mas deu preguiça de desenvolver isso tudo. Pois é, como diz o Gessinger parafraseando Machado de Assis: Estou com tédio à polêmica.
Então, eu vim contar da última conversa de bar ou da última filosofia de colo. Objeto: são expressões grandiloquentes como 'para sempre' e ' nunca mais'. Expressões ditas em segundos que querem ilustrar uma vida ou até mais (para quem crê).
E aí que eu relativizo isso tudo. Já vi o mundo desabafar infinitas vezes e depois novas paisagens brotarem, serem desenhadas. Vi o furacão no horizonte chegar como brisa de mar em dia de calor-quarenta-graus-em-maceió. É o tal do tempo, que nem sempre temos. Nem sempre temos o próprio ou a parceira dele, a dona Paciência.
Tenho usado pouco o "nunca mais" e o "pra sempre". "Nunca mais" cai em questão de segundos, horas, anos, atitudes. Principalmente pelas últimas. Já pensei que nunca mais falaria com a minha parceira de blog e agora ela está "para sempre" na memória em ritmo de valsa. Diz aí.
"Nunca mais" é forte demais para sentenciar nessa vida. Estamos em eterno progresso. O "agora não é hora", esse sim, existe. Questão de harmonizar. Ah, esse verbo que chegou para colorir ideias. Harmonizar. O que harmoniza tem força! 
Temos que ter cuidado com os "nunca mais", tão sedutores para nossa natureza de perdições e procurar-achar motivos para não ir à luta! Milagres acontecem quando a gente vai à luta!
E o que dizer sobre os "pra sempre"? Sempre acabam? Não acho. Acredito que a gente consegue adormecer sentimentos, de acordo com o velho binômio conveniência-oportunidade. Tenho dormido, acordado, sonhado amor há 7 anos. Questão de vibrar amor, questão de vivenciar e deixar tomar conta. Velha estória de uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer. Que bom seria se acontecesse, óbvio. Mas dormir e acordar. Sonhar. Realizar. E ai, acreditar em "pra sempre"? Sim. De janeiro a janeiro até o mundo acabar
Ainda nesse ínterim, me perguntaram também sobre minha crença, intacta, já adianto, de abnegação de corpos outros, que não o "da amada", aos vinte e três anos, quase vinte e quatro. Sim, mil vezes, sem pensar duas vezes. A maturidade também trouxe velhas crenças que eu não tenho medo de reafirmar. Bancaria, sim, o Frejat, desejaria todo dia a mesma mulher e "pra sempre".
Como transigir entre o "nunca mais" e o "pra sempre"? Com calma e tendo fé naquela coisa do Caio F. "Acontece que entre o ainda-não-é-hora e Nossa-Hora-Chegou muita gente se perde. Não se perca, viu?". Força e Fé. Teoria do Porta-Avião, aquele pouso na hora certa, quando tem razão e motivos para pousar.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Um passo atrás, por Amor ou Sobre Processos de Esperas

A última filosofia que mereceu copos de uísque (assim mesmo, prefiro essa grafia) foi a questão do "até quando lutar? Até quando declarar?". Pano pra manga e quase uma garrafa para dois caras na faixa dos vinte e poucos tentando entender disso. Pois é, amar é, sim, caros amigos, coisa de Homem.

Pois então, a questão toda era o "clássico" caso de você sentir algo bastante forte, que você reputa com força de eterno, mas não sabe como dizer para a pessoa "alvo" desse sentimento bonito todo.
Destacamos três correntes, claro. A primeira é a mais complicada, no meu ponto de vista, porque é aquela em que você tem impedimentos fortes de ser mais, digamos, incisivo. Seja porque isso acarreta mexer em outras relações que você já estabeleceu com a pessoa , seja porque interfere no âmbito da vida de terceiros (diz a moral que mesmo no caso de você se apaixonar pela namorada do coleguinha, você não deve interferir. Eu relativizo: SALVO se a moça também sentir algo por você, mas aí vocês têm que dar jeito do amigo estar ciente da situação toda e ter MUITO cuidado). Amizade ainda é, e acredito que sempre será, melhor do que o amor romântico. Talvez seja por isso que no meu projeto de mulher ideal há essa combinação amor romântico - cumplicidade amistosa.

A segunda corrente é a dos que o mestre Guilherme Schettini chamou dos "abençoados", os que jogam livres nesse campo da vida. Isto é, aqueles que não tem absolutamente nada a perder. Porque aqueles a quem amam não são seus/suas melhores amigos/amigas, não são a namorada do coleguinha, não possuem quaisquer outros impedimentos fortes. A esses, o Universo concedeu a ideia de "chuta pro gol, meu filho, vai quê?". Pois é, abençoados sejam esses, que podem dar a cara a tapa, a boca a beijo e o coração ao amor.
 É de se entregar ao viver, é preciso tirar a sorte para ter. 

A terceira corrente remete a teoria mista (ah, vá!), posto que a situação é anômala, você pode até ser incisivo porque o nível de intimidade te permite, mas você é receoso, apesar de ficar rezando todo santo dia para ter aquela chance de se declarar e a pessoa estar preparada para receber; ou você tem a sorte da pessoa ler esse glorioso blog e, PASME, oras, estamos no campo da imaginação, da hipótese, então, PASME, a pessoa concorda com a teoria da "transferência" (diz ai Ana Luiza!), que a gente pode, sim, aprender a amar alguém, mesmo que não exista aquela coisa de "paixão arrebatadora", ganha-se em relação e cumplicidades construídas, mais uma pitada de admiração e atração e tem-se o tal do relacionamento forte. Parece simples, mas às vezes a gente é. A questão toda é que como diz o Caio F.: aos que ainda tentam, aos que esperam a volta do grande amor, Deus põe teu olhar mais luminoso.

 Escolha a sua e seja feliz. Acaba que pessoalmente eu abro mão de recursos, talvez porque o interesse de agir não seja mais tanto meu. Aquele velho amadurecimento de você saber que vai somando pontos, mas a outra pessoa tem o direito de não te querer ou de ainda não ter descoberto que você é o grande amor da vida dela (bom humor, a salvação do mundo!). Porém, a minha teoria é que você realmente tem que fazer sua parte, geralmente é desperdício de energia ficar recorrendo das decisões; se a pessoa quiser mudar o mérito por conta própria, porque, por exemplo, descobriu fatos novos (ela te ama), ela que exerça aquela ação rescisória de leve. E se não couber? Sei que a pessoa correrá atrás e vai aplicar uma teoria alternativa de relativização da coisa julgada. Quando queremos, damos um jeito! O cuidado é todo na questão da sentença do mérito ter efeitos ex nunc, entendam a periculosidade da piada!

Quem me conhece sabe que tenho tendência a abrandar as coisas. Por isso, eu agradeço tanto ao processo civil brasileiro ser fundado no Liebman. À grosso modo, ele diz que para haver ação, esta tem que preencher alguns requisitos: legitimidade de partes, possibilidade jurídica do pedido e interesse de agir.  No caso concreto, as partes foram e são legítimas, capazes, esclarecidas, bem intencionadas. A questão toda foi que talvez não seja possível o pedido, quem sabe a ordem das coisas não normatizem esse tipo de relação ou, ainda, falte previsão de em que termos as relações pretéritas ficariam abaladas e/ou evoluiriam para um ponto melhor. Ainda há a hipótese mais plausível, não houve interesse de agir nesse momento, questão de tempo. A lei vigente ao tempo do ato rege o tipo, não é assim? Aqui é: A Lei do Tempo rege os Atos. A vantagem? É que segundo o Liebman, ausentes as condições da ação, parece-me que, PARA ELE, não haveria ação, a sentença é terminativa, podendo a ação, com mesmo objeto, ser proposta novamente, visto que houve coisa julgada meramente formal. Isto significa um entendimento mais brando que o julgamento de mérito da tese anterior. Se a pessoa quer te dar uma chance, ou descobriu que te ama ou os dois juntos, ela vai atrás e recomeça o procedimento. Sim, a vida tem essas coisas de o mundo girar mesmo. Viva o Liebman, viva a ainda não aprovação do novo código de processo civil e viva a minha fartura de tempo para fazer umas análises dessas para nossas vidas. 
É que na falta de algo melhor, nunca me faltou raciocínio. Quanto a se devem esperar e o quanto devem? Cada um com a sua doutrina (mais do que respostas, o importante é a reflexão). Termino com Caio Fernando, novamente: "Acontece que entre o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde. Não se perca, viu?", tá?!

domingo, 2 de outubro de 2011

Fala comigo! (Ou sobre os silêncios)

E lá se vão mais algumas tardes de um silêncio que diz pouco (ou muito ou muito pouco).
A questão é essa minha incapacidade de entender silêncios. Me dê uma linha de crédito nessa. Eu trabalho com palavras, teses, dissertações, discussões, petições, sentenças, agravos. Silenciar é romper com o que meu lado habermasiano mais aprecia: a deliberação.
Você deveria saber que não sou de entender silêncios, principalmente quando parte da doutrina diz que isso é anuência tácita e a outra parte, majoritária, diz que é eloquente protesto contrário. Eu nunca fui bom em entender sinais silenciosos, preciso de placas, gritos, dedos em riste ou abraços em concordância. Dê um sinal, dê um final.
Tenho visto muita gente silenciar, quando eu ando aconselhando o falar. Todos que convivem comigo sabem que por vezes eu falo até demais, declaro, digo o que quero e espero; geralmente a prece não acontece em plenitude, mas tento manter aquela postura de homem-feito-maduro-que-muito-já-aprendeu e acredito que é a melhor forma, aquelas coisas Paulo Coelho de que o universo conspira a favor.  Mas estritamente pelas circunstâncias fico quieto, tranquilo, deixo o tempo passar. Contradição? Não, apenas jeito de sobrevi(te)ver.
Devem ser aqueles power points antigos que ainda ecoam na minha fase adulta; provavelmente a lembrança do "não arriscar é desperdiçar chance de merecer"; virou mote, tem sido esse o princípio fundamental do meu agir estratégico. Não banco o bonzinho, nem o ético, defendo a minha tese. É, pelo menos eu falo.
E esse teu silêncio que permanece? Cansaço? Já sabe de tudo isso e aquilo? Então, solta essa língua, morde, grita, pense alto, fale qualquer coisa como nunca-te-quis ou sempre-te-quis-mas-você-não-vem ou ainda-não-estou-pronta ou sempre-soube-que-era-você, mas quebre o silêncio, vai, fala comigo.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Amaceioado

E então que acabou. FALSO! Como disse um dos meus melhores amigos, César Romero Barbosa Jr: "Mano, o dia está apenas começando". VERDADE! 
A verdade é que eu tive a semana mais perfeita da minha vida até aqui. Iniciei a minha ida no carro para aquele churrasco de "sete dias" que abririam a semana da formatura com o seguinte pensamento: Não vou estressar por nada. Não estressei. O churrasco foi ótimo. Percebi que de forma torta vou sentir falta daqueles que me acompanharam todas as noites da semana dos últimos cinco anos. É bastante história para contar, problemas vivenciados, alegrias comemoradas, chuva e sol, calor e frio. Foram nesses cinco anos que terminei meu namoro mais longo, comecei outros curtos e terminei, que tomei tocos monumentais, que fiquei com mulheres incríveis, que perdi a virgindade, que briguei, que reconquistei, que perdi, que ganhei, que, enfim, aprendi. E ainda estou aprendendo.A aula da saudade foi um resumo disso, sentença de sentimento, deixou saudades mesmo.
Os cultos, todos eles, foram surpreendentes. A fé do outro sendo professada de forma respeitosa, emocionante. O culto espírita me dando um vislumbre de futuro que imaginava. Palestra coerente, apesar da minha mania chata de discordar de certos pontos; porém, esse sou eu. E bom, a Tha, minha parceira de vida, e que possivelmente não tenha a dimensão da importância dela nessa semana e durante todas as outras, já havia avisado. rs. O culto evangélico, idem quanto ao carinho e respeito; com direito a vídeo da turma e tudo o mais.
A missa, caramba, foi mais emocionante que o esperado. Entrar com meu irmão e minha mãe, aliado ao fato de agradecer por tudo, pela familia que tenho, pelos amigos;  ter as visitas inesperadas de mariana machado e rafaela nassif, enfim..bem bacana. Logo em seguida sair da igreja e encontrar a minha parceira de blog e ir pro jantar dançante com ela e família. O jantar? ÉPICO. As fotos falam por si. Ótimo tudo!
A colação segue o mesmo ritmo, fotos, vídeos. Foi quando comecei a ter uma real noção do que eu construí até aqui. Menção honrosa para a descrição sobre este cidadão aqui: "romântico assumido". Foi de rir haha
O baile foi a coisa mais ilógica dessa história. A valsa foi mais linda do que o sonhado, selou a história toda. Minha mãe, duas das minhas irmãs (Elzimar e Lilia) e encerrada com ninguém menos que Thais Barbosa, foi lindo demais. Precisa de mais? Como disse e penso: Talvez nem em sonho eu me emocionaria tanto e haveria tanta perfeição. São momentos que valem a vida.
Momento depois: brindar com os colegas, parar e olhar pros meus amigos e ver que cara sortudo eu sou. Depois? Festa. Agradecimentos a todos os amigos mesmo, Schettini, Jc, Gustavo, Mário, Ana, Andy, Fafinha, Thainá, Aline Furlan, Cesar, Flavinho, Vital e etc etc etc etc etc....todos os presentes sabem que realmente são isso: PRESENTES. E mesmo aos que, por razões próprias, não compareceram, meu agradecimento por insistirem ainda na minha causa.
Domingo foi "nostalgia das besteiras que fizemos ontem", como diria o Teatro Mágico rs. Estive emotivo como não sei o quê. Outra menção honrosa para a CARTA de César Romero rs e seu kit-ressaca.
Tratei a semana como oração, foi um bilhete, um post-it de Deus dizendo que “moleque, quando você terminar de crescer, é isso que você vai vivenciar plenamente. Trato feito?”.
Foi a primeira manifestação mais clara desse período de assentamento, quase um "comer, rezar e amar". Depois... Fui pra Maceió. 10 dias. E foi quando vi que o canal de comunicação com o meu Deus estava realmente aberto. Pedi sinais, em forma de pessoas ou atos, encontrei um guia, turístico e espiritual, de nome Josy (Jositanea, mas que preferia ser chama de Josy rs), cujo sinal foi o lema de toda a viagem (a maceió e para o resto da vida): VAMOS SER FELIZ! (ou FILIZ, se preferir o sotaque…eu prefiro).
Praias maravilhosas, congresso com meu irmão, Silmar; festas, novas comidas, novas pessoas, igrejas na cidade histórica de Penedo. Enfim, energia renovada. "O vento que soprou lá da areia trouxe infinita paz". Ouvi muito Djavan. Li muito, reorganizei as idéias e voltei para a realidade com a vontade de ser melhor, ainda melhor. Aproveitar a sorte que tenho e construir algo que valha. Tomara que os ventos sejam realmente muito bons para nós. É que "nossa sina é se ensinar".

Ps: Vai um forte abraço, aqui, para aquele responsável pela fortaleza desses 5 anos: Tiago Andrade La-Gatta, meu amigo-irmão!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Só queria pedir desculpas e agradecer.
O mais foi tudo muito bonito.

sábado, 3 de setembro de 2011

Não quero aprender

"Em que parte do caminho a gente aprende a ficar tão estúpido e tão cheio de pseudoestratégias, arrogâncias, desperdícios?" (Elenita Rodrigues)


Por isso, a espera de que não haja, a despeito de estratégias, arrogâncias e desperdícios. Amém.

domingo, 21 de agosto de 2011

Sobre sinais que chegam

Eu pedi por sinais. Pedi porque nessa confusão que paira eu não ando dispensando a previsão, ainda que as surpresas tenham ainda aquele tom irônico e jocoso.
Eu pedi por sinais. No entanto, O Cara Lá de Cima fez, ainda que tacitamente, a seguinte proposição: você tem que interpretar de forma honesta.
Sim, eu sempre pedi por sinais. Sempre foi complicado interpreta-los com honestidade. A gente teima em querer ver o quer ver, não tem jeito. Nada obstante, dessa vez eu decidi ter olhos para ver; afinal, eu quem pedi por sinais.
Eu pedi por sinais e eles chegaram. E a honestidade incomodou um pouco, como um pequeno corte no dedo que não te derruba, mas incomoda. Assim, pude ser sincero comigo e com minhas decisões. 
Pedi por sinais, eles vieram, eu interpretei honestamente, fiz escolhas sinceras e pretendo levá-las a cabo nessas próximas duas semanas.
Vamos ver no que dá. Sinal verde pra felicidade, acima de tudo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Mesmo quando eu assopro forte

Da série "trechos que eu gostaria de ter escrito":

"Sei que pareço infeliz e mal-humorado, mas é só escudo. Minha felicidade é sempre pequena demais pra espalhar por aí. Não tenho culpa se desde criança minha pipa sempre cai no telhado do vizinho." - é do Gabito Nunes

sábado, 13 de agosto de 2011

Uma rápida assertiva ainda sobre velhos modelos

Sou eu nessa viagem recém-iniciada que, certamente, não levará a lugar algum. Porém, nesses quase vinte e quatro anos tenho aprendido a retirar o melhor de cada vivência; assim, sou eu aqui ouvindo John Mayer e até achando bom.

Não sei se realmente por ser ai nesse sorriso where the light is, ou por ter plena convicção que sua mãe e seu pai, pessoas de bom coração, te criaram com apoio na doutrina de Daughters. Sei lá, talvez eu apenas esteja Free Fallin´. Mas como não? A resposta chega a ser simples Your Body Is A Wonderland.

Sou eu sabendo sobre (im)possibilidades, velho modelo. Ficam realmente as perguntas:


Don't you think we oughta know by now?
Don't you think we should have learned somehow?

 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do Amigo

Abençoados os que têm amigos, porque estes, como eu, sabem que são deles o Reino da Calmaria em tempos de tempestade, bem como o mundo de festas quando dos encantos de vitória! Feliz dia "aos meus chatos prediletos" que tornam a vida mais fácil.
 Obrigado mesmo! Principalmente a Thais Barbosa, amor amigo desses bonitos de se ter.